Militão vai provar na seleção e no Real Madri que vale mais de 200 milhões de reais

O zagueiro é craque e, trabalhando com Zidane no Real Madri, vai aprimorar seu imenso talento 

Cilas Gontijo

O zagueiro Éder Militão, de 21 anos, se tornou o jogador de defesa mais caro da história mundial. O galáctico Real Madri desembolsou nada menos do que 50 milhões de euros (221 milhões de reais) pelo passe do craque brasileiro.

Mesmo sendo filho do ex-jogador Valdo (Edvaldo Militão), do Corinthians, Éder Militão não queria militar no futebol. Aliás, nem gostava de futebol, até descobrir que seu dom, herdado do pai, era um fato inquestionável.

Na infância, que está próxima, porque se trata de um garoto, Militão apreciava mesmo era soltar pipa, correr livre pelas ruas e pedalar na sua bicicleta. Não gostava nem mesmo de assistir partidas de futebol nos estádios ou pela televisão.

Mas, quando Militão tinha 15 anos, um amigo do pai, dono de uma escolinha de futebol, levou-o para fazer um teste no São Paulo. Consta que não se entusiasmou com a fama de “Bambi” do São Paulo. No São Paulo, clube que revelou vários craques, dada sua formidável estrutura, não havia expectativa em relação a Militão. Aliás, o próprio quase-jogador não estava nada animado. Mas bastou o jovem pôr o pé na bola, denotando que havia um jogador clássico adormecido, para que percebessem que havia surgido um diamante — que só precisava ser lapidado.

Ao ser descoberto, como craque, finalmente Militão se aceitou como tal, e começou o percurso para aprimorar-se. Hoje, diz-se apaixonado pelo futebol.

No tricolor paulista, Militão começou na lateral-direita, seguindo os passos do pai. Em 2018, o time negociou-o com o Porto, um dos melhores times de Portugal. Na terra de Camões e Fernando Pessoa, Militão consolidou-se como um craque da zaga.

Na sua primeira temporada na Europa, continente onde os “olheiros” circulam por todos os países em busca de novidades, Militão começou a chamar a atenção de vários times. O Real Madri, capitalizado por bons negócios, decidiu contratá-lo. O contrato, assinado por seis temporadas, é tido como excepcional pelas duas partes.

Militão vai trabalhar com Zidade, um grande técnico e, como jogador, ídolo do zagueiro.

Convocado pelo técnico Tite para disputar a Copa América de 2019, no Brasil, Militão irá atuar ao lado de um ídolo, o zagueiro Marquinhos, do Paris Saint-Germain.

O editor insiste: “Militão vale mesmo mais de 200 milhões de reais?” Vale, sim. Vale até mais. É um grande jogador. E, numa vitrine como os campos da Espanha, entre os mais vistos da Europa, certamente vai se consagrar. Vai se tornar, ou melhor, já se tornou um galáctico.

Cilas Gontijo é comentarista esportivo.

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