Metade dos pacientes que precisam de transplante de rim poderiam evitar cirurgia

Segundo nefrologista, diagnóstico tardio é principal causa de lesões irreversíveis. Exames e visitas recorrentes ao médico podem reduzir operações em 50%

Metade dos pacientes submetidos a transplantes de rim no Brasil poderia evitar a cirurgia se tivesse tido o cuidado de fazer exames preventivos de saúde, no caso os de sangue e de urina. O alerta é do nefrologista Diogo Medeiros, responsável pelos transplantes desse órgão no Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo, segundo o qual o diagnóstico tardio é a principal causa de lesões irreversíveis.

Desde o início das atividades da instituição, em 2010, foram feitos 430 transplantes de rim, dos quais 50% referiam-se às pessoas que apresentavam diabetes e hipertensão ou uma dessas doenças. “Em metade dos casos” – informa Diogo – “as pessoas só procuraram o médico porque passaram mal e, como a consulta foi tardia, não houve mais chance de recuperação ou de se postergar a evolução da doença”.

Resta ao paciente ficar na fila dos transplantes e, enquanto aguarda um doador, tem que se submeter à hemodiálise para a filtragem do sangue.

Segundo o especialista, o número de doações é insuficiente, numa proporção de cinco mil para dez mil pacientes. No entanto, se as visitas periódicas ao médico ocorressem a cada seis meses, haveria maior qualidade de vida e de longevidade. O Hospital de Transplantes é uma unidade da Secretaria de Saúde do estado, gerenciada em parceria com a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM).

Ainda de acordo com o nefrologista, os rins têm múltiplas funções no organismo, como a produção de hormônios na formação dos ossos e do sangue, no controle da pressão arterial e na filtragem de impurezas e eliminação de toxinas por meio da urina. E são fundamentais para manter os líquidos e sais do corpo em níveis adequados.

Em casos de pessoas com diabetes e hipertensão, os primeiros sinais de lesão podem ocorrer em um período de cinco anos. Mas se forem feitas análises clínicas periódicas a cada seis meses, é possível um controle contra a progressão para uma Doença Renal Crônica (DRC). Por meio do exame de sangue, o médico poderá constatar se há concentração de creatinina (substância derivada da absorção de proteína no músculo) e cruzar essa informação com o resultado do exame de urina, indicando se houve ou não a eliminação de toxinas.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

marlon

tenho sim vontade de ajudar uma vida tenho 40 anos nem problema de saude
tambem estou com problemas mas os meus problemas sao outros meu nome
marlon meu telefone 35997111059 sou de minas gerais