Mesmo com demolição, secretário afirma que Casa de Vidro ficará 40% mais barata

Dolzonan da Cunha Matos afirmou que apenas alguns pilares e lages da obra foram demolidos e que o prejuízo foi de cerca de R$ 100 mil

O secretário municipal de Infraestrutura, Dolzonan da Cunha Matos, foi ouvido nesta segunda-feira (6/8) pela Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga as obras públicas paradas em Goiânia para prestar esclarecimentos sobre a alteração no projeto e demolição de parte da obra da Casa de Vidro.

De acordo com o secretário, o novo projeto ficará cerca de 40% mais barato. “O projeto inicial era inviável, os vidros eram muito caros e o ambiente ficaria muito quente. Seriam gastos nele R$ 9 milhões. Com as alterações, o valor total será menor que R$ 5 milhões”.

Dolzonan explicou que apenas alguns pilares e lages da obra foram demolidos e que o prejuízo foi de cerca de R$ 100 mil. Segundo ele, os outros R$ 415 mil que já haviam sido investidos serão reaproveitados.

A obra está sendo completamente bancada com recursos da Prefeitura de Goiânia uma vez que o Tribunal de Contas da União (TCU) bloqueou o repasse de verbas federais diante de irregularidades encontradas.

Outras obras

Na ocasião, o secretário também explicou  sobre a situação das obras da Marginal Botafogo, destacando que foram investidos mais de R$ 6 milhões num levantamento das reais condições da via e do que precisa ser feito para evitar novos acidentes nos 17 pontos considerados críticos.

De acordo com ele, a conclusão da obra será no dia 4 de dezembro. “Precisamos atuar nas causas dos problemas da Marginal. Por enquanto, atuamos sobre os efeitos. É preciso construir bacias de contenção, para que pelo menos 40% das águas fiquem retidas”, explica.

Além da Marginal, o titular da Seinfra apontou a retomada das obras do BRT e a reforma dos CMEIs como prioridades da administração municipal.

No entanto, obras de construção de três CMEIs na capital continuam paralisadas. Isso prque segundo o secretário, a verba destinada à secretaria reduziu de R$ 54 para R$ 26 milhões.  “Fizemos uma parceria com a secretaria da Educação, que conseguirá o material. A Seinfra vai disponibilizar somente mão de obra”, diz.

O relator da CEI, Delegado Eduardo Prado (PV), apresentou requerimento pedindo a presença do prefeito Iris Rezende (MDB) nas próximas reuniões da comissão. De acordo com o presidente da CEI, Alysson Lima (PRB), Iris deverá ser ouvido ainda no mês de agosto.

“Aos poucos, a CEI consegue fazer seu trabalho e ficamos felizes de ver que algumas obras foram retomadas depois dessa discussão. É preciso, no entanto, que a população permaneça atenta, já que Goiânia tem 80 obras paradas, num valor de R$ 1 bilhão.”

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