Mesmo com aumento, Goiânia tem terceira menor variação do país em IPCA e INPC

No segundo mês do ano, IPCA sofre alta de 0,76% e INPC de 0,59%; no INPC, a variação é positiva

Calculadora de preços em supermercado. | Foto: reprodução

Estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira, 11, mostra que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de Goiânia sofreram alta em fevereiro, mas ainda assim permanecem com menor variação do país. O IPCA sofreu aumento de 0,76%, já quanto ao INPC, apesar da alta de 0,59%, essa porcentagem é positiva.

Segundo o IBGE, Tanto o IPCA quanto o INPC se referem ao índice nacional de preços ao consumidor. Entretanto, ao conter a palavra ‘amplo’ em sua sigla, o IPCA engloba uma maior parcela da população, e engloba famílias que tenham renda mensal entre 1 a 40 salários mínimos.

Na análise do INPC, o custo de vida familiar é restrito àqueles que recebem entre 1 a 5 salários mínimos – pessoas que tendem utilizar todo o rendimento em itens básicos, como alimentação, transporte, entre outros. Além de Goiânia, Brasília, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju, o INPC abrange dez regiões metropolitanas do país.

IPCA

Na capital goiana, em fevereiro o IPCA sofreu aumento de 0,76%. Com a alta, acúmulo dos últimos 12 meses vai a 4,65%, maior número já registrado desde 2016, que juntou 10,80%. Apesar disso, capital goiana teve terceira menor variação do país, sendo o Rio de Janeiro (RJ) a cidade com menor alteração. Em nível nacional, a porcentagem de fevereiro sobe para 0,86% e o acúmulo anual aumenta para 5,20%.

Segundo a economista e analista de mercado, Greice Guerra, o aumento do IPCA se deu pelo aumento do dólar, que subiu mais de 40% no ano de 2020. A alta da moeda norte-americana impacta no valor insumos de produção o que faz com que o preço final dos produtos, como combustíveis, gás de cozinha e dos próprios alimentos sejam afetados.

“A pandemia força o aumento do dólar, e essa alta impacta as commodities, aumenta os custos de produção e o custo das empresas que, por sua vez, precisam repassar essa alta aos produtos. Todo esse processo atinge o bolso do consumidor final”, acrescenta Greice.

Entretanto, a economista explica que a previsão de alta acumulada para 2021 era de 3,87%, valor que foi ultrapassado. “O IPCA impacta o Índice Geral de Preços, o INPC e tudo isso afetam os custos de produção. Com isso, ainda causa efeito na taxa Selic. Hoje ela está em 2%, mas provavelmente deve ir para entre 2,25% e 2,5%. Com todo esse contexto, é muito difícil conseguir conter os impactos dessa alta”, explica.

Os combustíveis, por exemplo, subiram 6,50% em fevereiro – com sete altas consecutivas. O acúmulo do aumento desse item no último ano foi de 8,15%. Apesar da elevação, os valores se mantiveram abaixo da média nacional, que é entre 7,09% e 8,73%,

Na pesquisa, o grupo de alimentação e bebidas foi um dos três únicos a terem quedas no mês de fevereiro, com -0,20%. Esta é a primeira redução que o grupo sofre desde junho de 2020, quando apresentou -0,40%. Apesar da diminuição, o acúmulo dos últimos 12 meses possui alta de 15,86%.

Os principais alimentos a sofrerem alta foram o limão (19,39%), a cebola (17,81%) e melancia (12,01%). Já as quedas mais significativas estão na batata-inglesa (-19,35%) e na banana-maçã (-9,40%).

INPC

Já quanto ao INPC de Goiânia, após queda de 0,25% em janeiro, cidade registra alta de 0,59% em fevereiro. A variação foi inferior à do IPCA para o mesmo período (0,76%). Esse percentual representa a terceira menor taxa de variação positiva do país, com acúmulo anual de 0,34%. Em cenário nacional, a alta do INPC foi de 0,82% e o acúmulo do ano, 1,09%.

O grupo de transportes registrou a principal variação positiva (2,13 %), mas se manteve abaixo da variação do IPCA (2,35%). Já o grupo de alimentação e bebidas, um dos que possui maior peso no consumo das famílias, teve maior redução no INPC que no IPCA (-0,20%).

Cálculo do IBGE

O cálculo do IPCA e do INPC é realizado mês a mês, pelo IBGE, com o objetivo de observar a variação de preço dos produtos. Para o medir o índice de fevereiro, foram comparados os preços coletados no período de 29 janeiro a 1° de março de 2021.

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