Mesária é detida suspeita de pedir votos para Lula durante segundo turno no Distrito Federal
25 outubro 2026 às 12h05

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Uma mesária foi detida na manhã deste domingo, 25, suspeita de realizar propaganda eleitoral e pedir votos para o presidente Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. O caso aconteceu na Escola Classe 22, localizada no Setor Central do Gama, no Distrito Federal, durante a votação do segundo turno das eleições presidenciais.
Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, a mulher, que não teve a identidade revelada, foi abordada por policiais militares do Distrito Federal (PMDF) e encaminhada à Polícia Federal (PF), responsável pela apuração de possíveis crimes eleitorais.
A suspeita teria sido identificada pela presidente da seção eleitoral, que presenciou a situação e acionou o juiz eleitoral e a Polícia Militar.
Durante entrevista coletiva na sede do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), o secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury, confirmou a ocorrência e a classificou como a mais relevante registrada até o fim da manhã deste domingo.
“Uma mesária é suspeita de boca de urna, então o juiz notificou. Essa condução foi feita pela Polícia Militar, na Escola Classe 22, no Setor Central do Gama”, afirmou.
Até a publicação das informações pelo Metrópoles, o TRE-DF ainda não havia se pronunciado sobre o episódio. Também não havia confirmação de que a condução da mulher à Polícia Federal tivesse resultado na formalização de uma prisão em flagrante.
Outras denúncias durante a votação
Além da ocorrência no Gama, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal informou que, até as 11h30, a central de atendimento 190 da Polícia Militar havia recebido 20 chamados relacionados a possíveis irregularidades durante o processo eleitoral.
Entre os registros estava uma denúncia de boca de urna em uma escola de Brazlândia, que passou a ser analisada pelas autoridades.
O secretário Alexandre Patury ressaltou que o recebimento de denúncias não significa, necessariamente, a confirmação de crimes eleitorais. Segundo ele, cada situação precisa ser verificada antes de eventual encaminhamento à Polícia Federal.
“Quando há um indício forte, a situação é levada para a Polícia Federal. Tivemos 20 ligações até agora no 190. Isso não quer dizer que essa ligação se converta em ação concreta da Polícia Militar”, explicou.
Patury também destacou que o encaminhamento de suspeitos à Superintendência da Polícia Federal não implica automaticamente a lavratura de um auto de prisão em flagrante ou de um termo circunstanciado de ocorrência.
A legislação eleitoral proíbe a realização de boca de urna no dia da votação, incluindo pedidos de votos e tentativas de influenciar eleitores. A manifestação individual e silenciosa da preferência política, por outro lado, é permitida, desde que respeitadas as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.
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