Mesa Diretora da Câmara quer afastamento ou renúncia de Maranhão

Outros cinco integrantes da direção da Casa pediram nesta terça-feira (10/5) que o deputado federal do PP deixe o cargo de presidente

Líderes também se reuníram nesta terça-feira (10/5) para discutir que medidas adotar contra o presidente interino da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA) | Foto: Antonio Augusto/Câmara dos Deputados

Líderes também se reuniram nesta terça-feira (10/5) para discutir que medidas adotar contra o presidente interino da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA) | Foto: Antonio Augusto/Câmara dos Deputados

O deputado federal Fernando Giacobo (PR-PR), segundo vice-presidente da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, disse nesta terça-feira (10/5) que todos os outros cinco integrantes do colegiado querem que o presidente da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), renuncie ou se afaste da presidência, que ele ocupa em exercício.

O grupo de integrantes da Mesa Diretora pedem, inclusive, o afastamento ou renúncia de Maranhão do mandato. “É uma decisão exclusiva. Ele escutou atentamente e prometeu resposta o mais rápido possível”, declarou Giacobo.

A decisão do colegiado pode ser anunciada ainda hoje. Se houver renúncia de Maranhão, novas eleições para presidente da Câmara são convocadas no prazo de cinco sessões. Com o afastamento do mandato por 120 dias, caso o pepista aceite o pedido e opte pela segunda opção apresentada, o Regimento Interno da Câmara determina que o segundo vice-presidente da Mesa, Giacobo, assuma o cargo de presidente da Casa.

“Acho que tenho apoio da Mesa Diretora até porque a proposta foi por unanimidade entre os titulares”, afirmou o parlamentar do PR. Para a maioria, segundo Giacobo, Maranhão tomou uma “decisão equivoca e inválida” com a anulação da sessão na qual a Câmara votou, em 17 de abril, a aceitação do pedido de abertura do processo de impeachment em plenário.

De acordo com Giacobo, a maioria da Mesa Diretora entende que Maranhão “continuou falhando” ao revogar a decisão que havia tomado no dia anterior de anular a sessão que votou o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) na Câmara.

Para a deputada Luiza Erundina (PSOL-SP), que é a terceira suplente da Mesa Diretora, o presidente em exercício da Câmara ficou sem alternativas. Ela afirmou que, na reunião, os membros do colegiado e os suplentes fecharam decisão. Luiza Erundina entendeu que Maranhão “tinha se equivocado” e anulou a determinação.

A deputada do PSOL cobra da Mesa da Câmara uma posição sobre o caso Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no Conselho de Ética, que analisa a cassação do deputado afastado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“Em nenhum momento vi o colegiado cobrar nada de Eduardo Cunha, que passou um ano e meio prejudicando os trabalhos da Câmara. Pedi explicação sobre os dois pesos e duas medidas”, disse Erundina, que declarou ser necessário acelerar esse processo para dar uma resposta à situação complicada vivida pela Casa.

Líderes favoráveis ao impeachment de Maranhão se reuniram na manhã de hoje, mas o encontro foi suspenso para que as negociações aconteçam durante a tarde desta terça, inclusive com o presidente interino da Câmara.

O PP chegou a defender a expulsão do parlamentar do partido, que seria decidida no final da tarde desta terça-feira em reunião da Executiva Nacional da legenda. Mas o encontro foi cancelado a pedido de Maranhão, que quer mais tempo para se manifestar sobre o pedido de renúncia ou afastamento de seu próprio mandato. (Com informações da Agência Brasil)

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