O mês de outubro será marcado por calor intenso e descargas elétricas, apontou o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Segundo o Instituto, as pancadas de chuva seguem até o dia 10 de setembro, seguidas por um período de estiagem, e depois retornam com força no Estado de Goiás.

Para Elizabeth Ferreira, climatóloga do Inmet Goiás, ainda é cedo para se falar em uma nova onda de calor. “Entre o dia 10 e 18 de setembro teremos uma redução nas chuvas. Aqui na nossa região [Goiás] se reduz a chuva, eleva a temperatura. Já o mês de outubro, que é quente por si só, vai sofrer com um aumento na temperatura devido ao El Niño e ao aquecimento do Oceano Pacífico”.

O fenômeno climático contribui diretamente na atuação dos ventos, fazendo com que Goiás as temperaturas fiquem acima da média na região central de Goiás. Ela explica, no entanto, que apesar das temperaturas elevadas, o Instituto não pode dizer que o estado enfrentará uma nova onda de calor, como aconteceu no mês de setembro.

“A temperatura será quente, mas não com aquele pico de temperatura elevada. O que determina a onda de calor é a persistência da temperatura alta, quando ela continua por mais de 3 dias, chegando a 5, 6 dias de calor intenso, como esse período que enfrentamos em setembro”, explicou ela.

De acordo com o Inmet, a região mais afetada pelas mudanças climáticas será o centro-sul goiano. Nos próximos dias, poderão sofrer pancadas de chuvas intensas e risco de tempestade os seguintes municípios: Jataí, Caldas Novas, Itumbiara, Pontalina, Morrinhos, Rio Verde, entre outros.

Conforme a previsão do site ClimaTempo, a expectativa é de que as temperaturas subam na maior parte do mês em diversos estados, incluindo Goiás. Segundo o site, a presença do fenômeno El Niño pode causar um aumento das temperaturas. A expectativa é de que ocorra um aumento entre 2°C a 3°C acima da média.

Descargas elétricas

As mudanças climáticas interferem diretamente na incidência das descargas elétricas, pois com aumento na temperatura média global, a ocorrência das descargas elétricas também tem aumentado em cerca de 35% para cada grau celsius acima da média. Além disso, o Brasil é o país com a maior incidência desse fenômeno no mundo, com quase 80 milhões de casos por ano.

Os relâmpagos nuvem-solo, por exemplo, podem danificar equipamentos elétricos, causar incêndios, acidentes em aviões e barcos, problemas nos sistemas de telecomunicações, desligamentos de linhas de transmissão e distribuição de energia, ou até mesmo, ocasionar a morte de pessoas e animais.

Instruções do Inmet

  • Em caso de rajadas de vento: (não se abrigue debaixo de árvores, pois há leve risco de queda e descargas elétricas e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda).
  • Evite usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
  • Obtenha mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).

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