Merkel não é mais chanceler da Alemanha

Após 16 anos, a agora ex-chanceler deixou o cargo para dar lugar ao novo premier, Olaf Scholz, do partido Social-Democrata 

A Alemanha tem um novo chanceler a partir desta quarta-feira, 8. Será o atual vice-chanceler, Olaf Scholz, do Partido Social-Democrata, que obteve 25,7% dos votos no mês de setembro e, desde então, tem iniciado a negociação com os outros dois partidos, Verde e o Partido Democrático Liberal, que comporão a maioria do Budestag (parlamento alemão), com 395 votos. Eles formarão a maioria do parlamento.   

O novo premier vai substituir Angela Merkel, que é do União Democrata Cristã, e que estava no poder desde 2005. Ele se uniu ao próprio partido da ex-chanceler, que teve 11,5% dos votos nas eleições e terá quatro ministérios; e também aos Verdes, que teve 14,8% e terá direito a cinco ministérios.  

Será a primeira vez que o país seguirá uma distribuição paritária entre as pastas. Serão oito cadeiras para as mulheres, entre elas o ministério da Defesa; do Interior e de Negócios Estrangeiros; e o mesmo número para os homens. Entre as pastas que estarão nas mãos dos homens está a do Ministério do Trabalho e Assuntos Sociais; da Economia e da Justiça. 

Como o partido do novo chanceler fazia parte da coligação que elegeu Angela Merkel, alguns nomes do governo dela continuarão a formar o alto escalão alemão em 2022. É o caso do Ministério do Trabalho e Assuntos Sociais, que continuará com Hubertus Heil. Ainda há a previsão de a atual ministra da Justiça, Christina Lambrecht, ir para o ministério da Defesa.  

Além da manutenção de nomes do Partido Social-Democrata, outros nomes, como a candidata do Partido Verde para o cargo de chanceler, Annalena Baerbock, ficará com o ministério de Relações Exteriores; o ministério da Economia também ficará com o partido, será o co-presidente da sigla, Robert Habeck, que também vai acumular o cargo de vice-chanceler.  

Após a saída de Merkel, o seu partido não ficará com nenhum ministério. Somente o partido liberal ficara com os ministérios de finanças, de transportes, digitalização, Justiça. 

Saída de Merkel 

A ex-chanceler deixará o cargo após 16 anos à frente da Alemanha, onde enfrentou crises do euro. Pela manhã ela recebeu várias homenagens. Ela deixará o cargo aos 67 anos, após 5.860 dias no Poder. Ela foi a segunda chanceler com o período mais longevo no Poder, atrás somente de Helmut Kohl, que esteve no posto entre 1982 e 1998.  

*Com informações do Jornal O Globo 

**Atualizado às 18h07

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