Mendanha age com desdém ao desconsiderar outros adversários, diz Vítor Hugo

Mendanha tem dito que o antagonismo é com o governador Ronaldo Caiado, pré-candidato a reeleição ao lado de Daniel Vilela, e não considera o liberal como um adversário

Gustavo Mendanha e Major Vítor Hugo: disputa pelo governo | Foto: Divulgação

Ex-prefeito de Aparecida de Goiânia e pré-candidato ao Governo de Goiás, Gustavo Mendanha (Patriota) age com desdém ao desconsiderar a existência de outros adversários na disputa pelo Palácio das Esmeraldas, de acordo com avaliação do deputado federal Major Vítor Hugo (PL), um dos oito nomes postos para o Executivo estadual nesta fase de pré-campanha.

Mendanha tem dito que o antagonismo é com o governador Ronaldo Caiado (UB), pré-candidato a reeleição ao lado de Daniel Vilela (MDB), e não considera o liberal como um adversário. Exatamente por isso, o ex-prefeito de Aparecida tem esperança em uma composição com o Partido Liberal, apesar da hipótese ter sido descartada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), que escolheu Vítor Hugo como nome do bolsonarismo na busca pelo Governo de Goiás. Tanto, que se declara aberto a uma aliança e a dialogar com o major. Hipótese que o deputado refuta.

“Gustavo Mendanha é um político profissional e pretende forjar uma falsa polarização com o Caiado, tentando esconder que ambos adotam ou adotaram práticas semelhantes em seus governos. Ao dizer que não tem outros adversários, a não ser o atual governador, age com o mesmo desdém demostrado quando lhe transmiti o convite para estar com o presidente da República ano passado, oportunidade em que respondeu: “vou ver se tenho agenda [tempo] para o Presidente”, diz Vítor Hugo ao Jornal Opção. Enquanto Vítor Hugo não cede, Mendanha cerca o bolsonarismo por outros lados.

Segundo o próprio, ele mantém apoio dos deputados federais Magda Mofatto e Professor Alcides, bem como dos deputados estaduais Cláudio Meirelles e Paulo Cezar, que até as convenções do partido estariam liberados para demonstrações de apoio à ele. Esses políticos, ao lado do presidente do PL goiano, Flávio Canedo, tentar convencer o diretório nacional da sigla a compor com Mendanha. Bolsonaro, no entanto, resiste à ideia, principalmente pelo vínculo histórico de Mendanha com partidos progressistas. Por hora, não há sinais de mudanças no cenário. Vítor segue como o candidato do presidente e tem esperança de chegar às urnas à frente de Gustavo.

“Desconsiderar os demais pré-candidatos é se esquecer de que Deus opera por meio dos improváveis, mas escolhidos, e a decisão final é do povo. Muito ainda será debatido em torno da proposta de cada um e os resultados das urnas seguem indefinidos até a sua abertura. Que vença o que tenha o melhor plano de governo, maior capacidade de trabalho e o coração mais puro e corajoso para colocá-lo em prática”, acrescenta o liberal.

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