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Os vereadores aprovaram nesta quinta-feira, 10, em definitivo, os projetos sobre o piso salarial dos servidores da educação e o auxílio para os funcionários administrativos. No entanto, representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) consideraram que o resultado foi uma “meia-vitória”. Agora, as matérias seguem para sanção do prefeito Sandro Mabel (UB).

Segundo a presidente do Sintego, Ludmylla Morais, a expectativa era que o Paço Municipal não parcela-se o piso do magistério da educação e que fosse feito o pagamento retroativo. Ao mesmo tempo, ela volta a cobrar um novo plano de carreira para os servidores administrativos da educação.

“A parcela está garantida com pagamento retroativo, conforme estabelece a Lei 11.738 de 2008, que define o reajuste a partir de janeiro e não de julho. “Com certeza o reajuste é bem-vindo para todos os trabalhadores. Agora, o sindicato segue nas negociações e na luta pelo retroativo”, afirmou a líder sindical, em entrevista ao Jornal Opção.

A respeito dos administrativos da educação, ela defende a criação de um plano de carreira e considera o auxílio-locomoção apenas um “paliativo”. “O auxílio-locomoção pago em julho é apenas um paliativo. Eles precisam resolver essa situação com um novo plano de carreira. Esses profissionais foram esquecidos ao longo de várias administrações, apesar de lutas, greves e manifestações”, afirmou.

Segundo a representante do Sintego, o sindicato aguarda a análise da data-base e o envio de um projeto que trate do novo plano de carreira dos servidores administrativos no segundo semestre. “Esperamos que, até dezembro, o plano de carreira já tenha sido aprovado, porque é impraticável uma pessoa ficar 30 anos no serviço público e, ao se aposentar, receber menos que o salário mínimo”, pontuou.

“O administrativos, os agentes, por exemplo, recebem menos de R$ 1.500. Só não aparece menos que o mínimo no contracheque porque a Constituição Federal impede que qualquer trabalhador receba abaixo disso. Esse data-base, que deve ser analisado vai resultar, na prática, em quase nada para os administrativos. O complemento que eles recebem é engolido pelo reajuste, e a diferença vai ser de cerca de R$ 30”, contou Morais.

As questões citadas nos projetos pela presidente haviam recebido emendas dos vereadores Kátia Maria (PT) e Fabrício Rosa (PT), mas todas foram rejeitadas no processo de tramitação. A base do prefeito indica que não foram acatadas porque seriam vetadas e isso atrasaria o processo. No entanto, não descartaram discutir a inclusão das sugestões em matérias seguintes, como o data-base.

Com a aprovações dos projetos em definitivo, os vereadores garantiram que as matérias estarão com o prefeito para sanção ainda hoje. A expectativa é sancionar o quanto antes para incluir na folha salarial de julho, que fecha no dia 17.

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