Edição teve menor número de inscritos desde 2005. Pelo alto número de negativa de isenção de taxa, entidades estudantis e partidos políticos entraram com ação no STF para reabrir inscrições

Enem teve menor número de inscritos dos últimos 16 anos. | Foto: Divulgação

O ministro da educação Milton Ribeiro afirmou que medo da pandemia não é motivo plausível para faltar prova, nem para requerer isenção de taxa no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A declaração foi dada, na última sexta-feira (13), durante a inauguração do polo de inovação do Instituto Federal do Amazonas (Ifam), motivada por uma ação protocolada no STF que pede reabertura das inscrições.

O Enem 2021 teve o menor número de inscrições desde 2005. Além disso, em 2020, houve o maior número de abstenção da história do exame. Neste ano, pedidos de isenção daqueles que faltaram à prova foram aceitos mediante documentos anexos e previam poucas situações, como: acidente de trânsito no dia da prova, emergência médica, assaltos e morte na família.

Quem não fez a prova por ter sintoma gripal, sem atestado médico, ou por insegurança por causa da pandemia teve o pedido negado. “Medo é muito subjetivo. As pessoas podem ter medo, inclusive, de ir mal na prova. Tem que ter uma coisa mais razoável, uma justificativa que seja no mínimo plausível, para eu poder autorizar a isenção”, afirmou o ministro e acrescentou: “A pessoa fazer a inscrição de graça, não ir e depois querer depois fazer várias provas, não pode. Tem que levar a sério o dinheiro público”, finalizou.

Entidades estudantis e partidos políticos protocolaram uma Arguição de Descumprimento de Preceitos Fundamentais (ADPF), na última semana, no Supremo Tribunal Federal (STF), para reabrir as inscrições. Para eles, a decisão do Ministério da Educação (MEC) é ato discriminatório e afastará pessoas de baixa renda.

A ação está sob relatoria do ministro Dias Toffoli e ainda não foi julgada.