Médicos fazem live para desmistificar tratamento precoce da Covid-19

Especialistas renomados se reuniram em encontro virtual para apontar resultados alcançados com o uso do kit profilaxia. Live foi mediada pelo jornalista Alexandre Garcia

Médicos defensores do kit profilaxia para tratamento precoce da Covid-19, participaram de uma live recente, promovida pelo jornalista Alexandre Garcia. A pauta do encontro virtual foi os aspectos científicos e práticos do uso de Cloroquina, Hidroxicloroquina, corticoides, antirretrovirais, antiparasitários, dentre outros tratamentos medicamentosos para o enfrentamento ao novo coronavírus.

Na live, os médicos que estão atuando no front de atendimento a pacientes da Covid relataram a vivência e experiência com o uso profilático (preventivo) de medicamentos que vem sendo administrados em pacientes da Covid. Eles defendem que podem salvar vidas de milhares de pessoas contaminadas pelo novo coronavírus com o uso dos medicamentos.

A live partiu de um movimento em que médicos apoiadores do kit profilaxia formaram grupos em redes sociais para debaterem o tema. A organizadora do grupo no Distrito Federal é a otorrinolaringologista Carine Petry. “Há muito tempo, nós médicos sempre falamos que o ideal quando temos uma patologia, uma doença, é intervir precocemente. Isso é verdade para problemas relacionados ao câncer, para problemas cardiovasculares, e isso também é verdade para a Covid-19”, afirmou a médica.

Logo na abertura da live a médica alertou para a orientação existente de que se deve buscar atendimento somente após os sintomas de falta de ar. Segundo ela, essa é uma medida arriscada devido o potencial de evolução rápido e intenso da doença. “Em muitos casos o pulmão já pode estar comprometido… em alguns casos evolui levando o paciente a falência de múltiplos órgãos”, disse ao defender o uso de medicamentos já na fase inicial da doença.

O tratamento precoce defendido pelos médicos prevê a aplicação do medicamento baseado no quadro clínico do paciente ao identificar os sintomas por até 5 dias, ou seja, sem que seja necessário ficar aguardando o resultado de testes devido o tempo que demanda esse processo, o custo e porque 38% dos testes RtPCR nasal indicam falso negativo, informou Petry. “São medicamentos seguros e que podem ajudar a evitar a mortalidade e ajudar o Brasil a melhor um cenário de pré-colapso. Medicina é ciência, mas também é arte e devemos usar do nosso conhecimento dos mecanismos fisiopatológicos da doença e agir com o que temos disponível no momento”, afirmou.

Quem também participou da live foi o médico clínico e prefeito de Porto Feliz, Cássio Habice Prado. Ele contou da experiência que ele desenvolveu na sua cidade. Desde o final de março foi feito o tratamento precoce em pacientes com sintomas leves da Covid. “Temos tratado perto de 1,5 mil pacientes. Criamos o kit e usamos durante o mês de março, abril e maio. Todos tratados precocemente não evoluíram para intubamento ou óbito. Os três óbitos que temos na cidade são de pessoas que não fizeram o uso”. contou.

O prefeito relata ainda que um dos métodos adotados na cidade é tratar com ivermectina os “contactantes” que são as pessoas que tiveram contato com algum paciente que testou positivo para doença. “Nenhum deles desenvolveram a Covid. Escolhemos uma quadra de um bairro e demos ivermectina para todos os 240 moradores. Nas quadras ao redor houve casos, nessa quadra nenhum”, relatou. “Estamos conseguindo tratar. O que nos preocupa é a procura tardia por parte dos pacientes”, diz.

A renomada oncologista e imunologista Nise Yamaguchi também apontou seus argumentos em defesa do uso da kit profilaxia. Para ela, existe muita resistência pelos que foram “contaminados”, por informações negativas sobre a cloroquina. “Aprendemos que é um medicamento importante para o tratamento precoce. Ao diminuir a quantidade de vírus na circulação o sistema imunológico pode imediatamente fazer sua defesa e ter a eliminação do vírus”, disse.

Nise Yamaguchi apontou ainda que se deve fazer os protocolos clínicos para que os resultados do uso dos medicamentos possam fundamentar estudos.

O toxicologista Anthony Wong, defende que a prevenção da Covid precisa ser tratada com muita importância. Ele defende que a a hidroxicloroquina precisa ser usada associada a azitromicina. Ele aponta que sozinho os medicamentos não tem a eficacia no combate ao coronavírus, mas juntos são eficazes. “O uso associado dos dois mostra o desaparecimento do virus em mais de 90%”, apontou.

Anthony Wong aponta que segundo dados de um estudo da OMS apontou que de 5919 mortes por Covid-19 de pacientes que usou a hidroxicloroquina, 221 foram de pessoas com cardiopatia e 65 foram por intoxicação. ” Os efeitos adversos cardiológicos não são tão importante quando avaliado. Nós sabemos porque morreram: foram pela superdosagem da hidroxicloroquina”, disse.

O médico imunologista Roberto Zeballos, que ficou famoso por sua defesa sobre a eficácia do uso de corticoide e pelos resultados que o medicamento apresentou no Pará, também compartilhou sua experiência na live. Ele relata que o uso do remédio resulta numa melhora surpreendente das lesões pulmonares observadas em pacientes infectados pela doença, logo após a administração do medicamento.

“Quando uma pessoa entra em contato com o vírus, o sistema imunológico prepara uma resposta de sete a quatorze dias. E é nesse período de infecção que uma minoria, cerca de  5%, apresenta um quadro inflamatório pulmonar. Então, chegamos a conclusão que o medicamento funcionou porque inibe a reação imunológica frente ao vírus”, disse.

Zeballos disse que foi criado um protocolo com três abordagens: na fase precoce; Na fase inflamatória; A terceira no colapso. “A experiência de sucesso que tivemos no Pará ela é completa. Depois de 15 dias usando, a curca caiu tanto que não aumentava mais os casos, foi ai que aprendi a importância de usar de forma preventiva”, afirmou.

O imunologista se disse contente porque a experiência testada por ele no Pará está sendo replicada com bons resultados em outros cantos do País. “Essas três abordagens é brasileira e funciona. Temos muito orgulho. Agora Basta ter apoio e ter autoridade de médico para prescrever”, finalizou.

Alexandra Mesquita que é cardiologista, apontou que o tratamento contra a Covid é uma corrida contra o tempo e por isso acredita que o uso profilático dos medicamentos é importante. “O grande intuito desse grupo é começar o uso desses medicamento no início da doença… O cuidado que temos que ter é no paciente cardiopata que tem uma arritmia grave. Esses paciente que tem essa contraindicação não vai tomar esse remédio. mas a grande maioria dos paciente não tem essa contra indicação.”, alerta. “Do contrário não há contraindicação do uso de hidroxicloroquina. temos que oferecer para nossos pacientes o que há de melhor disponível”, completou.

O jornalista Alexandre Garcia comentou que o modelo adotado no Brasil para enfrentar a pandemia confundiu a população. Ele avaliou que inicialmente se forçou o isolamento, que não se sustentou por muito tempo. Enquanto isso o uso de medicamentos de profilaxia também se tornou um debate politico que impedi a evolução. “Os médicos buscaram o Ministério Público com uma queixa de que não encontra os medicamentos. Eles prescrevem, mas o paciente não encontra os remédios para tratar preventivamente nos primeiros cinco dias”, apontou.

O jornalista também criticou os governadores e prefeitos por não adotar o tratamento preventivo para a doença. “O governantes foram correr para fazer contratos de compra de respiradores e de UTIs. No entanto, se esqueceram da prevenção”, ironizou.

O jornalista disse acreditar que o uso do kit profilaxia pode fazer do Brasil um exemplo para o mundo. “Com esses exemplos podemos fazer com que no ano que vem não se tenha uma nova infestação do coronavírus”.

Participaram do encontro, junto a Alexandre Garcia, os especialistas: Dra. Carina Petry; Dra. Luciana Cruz; Dr. Anthony Wong; Dr. Roberto Zeballos; Dr. Cássio Prado; Dra. Alexandra Mesquita; Dra. Nise Yamaguchi; Dr. Paulo Guimarães; Dr. Glauco Rogério; Dra. Rute Costa e Dr. Hercília Pimenta.

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3 respostas para “Médicos fazem live para desmistificar tratamento precoce da Covid-19”

  1. Magali Lee Cotrim disse:

    Me orgulho dessa equipe pela determinação, coragem e liderança para resolver o maior problema que temos hoje em todo o povo brasileiro. Confio no sucesso de seu protocolo para COVID 19

  2. Tania Maria Vargas disse:

    Folgo em saber que temos bons médicos que se preocupam com a população, investigam, pesquisam, para melhorar a saúde do povo brasileiro. Este vírus não é brincadeira e pelo visto veio para ficar. Gratidão a este grupo preocupado em prevenir a doença. Precisamos disto. Que Deus abençõe vcs e lhes dêem cada vez mais inspiração para combater esta pandemia.

  3. Rubens Nazareno Neves Filho disse:

    Ainda que já decorridos tantos dias desde o início da divulgação desse protocolo, das três fases incluindo a profilaxia no combate ao Covid-19, esse grupo de verdadeiros médicos precursor é protagonista precisa continuar se multiplicando mais rapidamente que o vírus, para no mínimo neutralizar a obcecada resistência de alguns gestores públicos e profissionais de saúde em admitir tal protocolo!
    No Paraná e especialmente em Curitiba, além dos respectivos secretários de saúde, o médico Arns (presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia ?) aparecem como os “cavaleiros da resistência“ (resistência burra) e precisariam ser no mínimo confrontados e neutralizados…
    Olhem o que os gestores já chegaram declarar á imprensa local:
    “ Werner (diretor da secretaria estadual de saúde do Paraná) destaca que o estado trabalha com um número mais “apertado” de leitos porque eles têm um custo financeiro elevado e um esforço de recursos humanos. No fundo, a conta de mais de 2 mil leitos de UTI “em potencial” para serem utilizados para pacientes Covid não fecha facilmente. “Não pode abrir um hospital com 50 leitos e deixar ele vazio durante dois ou três meses. É um desperdício muito grande de dinheiro. Precisamos pensar no bom senso, no uso racional do dinheiro público. Vamos abrindo conforme a necessidade, a disponibilidade e a conveniência.“ (Jornal Gazeta do Povo de 30/6/2020).

    Em entrevista concedida em 15/7/2020, o secretário estadual da saúde, Beto Preto, citou que a ocupação de leitos de UTI será determinante para o estado decretar uma nova quarentena ou, até um lockdown, ainda mais rígido.

    Concluindo: SEGUINDO ESSA LÓGICA DA SECRETARIA DE SAÚDE DE CURITIBA OU PARANÁ, É MAIS “BARATO” MANDAR TODOS PARA DENTRO DE CASA E FECHAR AS EMPRESAS E COMÉRCIOS – LEIA-SE: “QUEBRAR A ECONOMIA” , QUE COMPRAR E OU DISPONIBILIZAR NOVOS LEITOS DE UTI.

    E quanto á adoção do protocolo de combate precoce ao Covid-19, os secretários de saúde estadual e de Curitiba parece estarem subordinados ao citado médico Arns e se envaidecem em dizer que adotam o protocolo da OMS; sequer comentam o protocolo brasileiro… enquanto isto os números de mortos e de infectados aumentam sobremaneira! Portanto, peço o seu apoio ao grupo de médicos do Paraná, grupo que defende o nosso protocolo, pois precisam de reforços para vencer tal resistência (criminosa!).

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