Médicos denunciam falta de medicamentos em unidades de saúde de Goiânia

Paço, porém, diz que os remédios estão em estoque regular nas principais unidades de urgência 

O Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego) oficiou a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) sobre diversas denúncias de falta de medicamentos (como furosemida, soro e antieméticos) e insumos para o atendimento da população. O Paço Municipal nega e diz os medicamentos citados estão com estoque regular.  

As denúncias de falta de medicamento foram feitas por médicos que atuam nas unidades de saúde de Goiânia. Estes médicos, de acordo com a presidente do Sindicato, Franscine Leão, estariam vivenciando um problema cíclico na falta de medicamentos essenciais para o atendimento de urgência, principalmente os medicamentos antieméticos, que são inibidores de vômito. Após a constatação, o Simego pediu ao Paço informações sobre os medicamentos e insumos e que os mesmos sejam disponibilizados de forma contínua e permanente.

O sindicato também já contatou o Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) sobre a falta de medicamentos que, conforme a presidente, ainda não tinha sido repostos até o final da terça-feira, 28.   Franscine diz que a situação é bastante preocupante, porque a falta de medicamento é um problema que pode interferir negativamente no tratamento de um paciente. “Tem sido habitual a falta de medicamento antiemético [inibidores de vômito] e, quando a população chega com vômito, às vezes falta medicamento para atendê-los”, diz.  

Ela reitera que a demanda tem sido uma situação “cíclica”, que sempre tem demandado a junto a SMS.  “O profissional médico quando está no pronto atendimento, quer atender com qualidade, tem que ter o mínimo para atender a população”, acrescenta.  

O que diz a SMS 

Em nota, a SMS informou que todos os medicamentos citados estão em estoque regular e disponibilizou uma planilha com o estoque da situação dos medicamentos disponíveis até às 18 horas desta terça-feira, 28, onde é possível ver o estoque de furosemida, de bromoprida e soro fisiológico em algumas das principais unidades de saúde de Goiânia. O documento, no entanto, não mostra a presença dos medicamentos em todas as unidades da rede.  

“A secretaria esclarece ainda que as compras de medicamentos são feitas de diversas modalidades para suprir a rede e não faltar medicamentos e insumos, embora nem sempre isso é possível por conta de problemas na entrega, há pedidos de reequilíbrio de preços, de prorrogação de prazo e ainda fornecedor não que cumpri com o prazo da entrega, o que acaba refletindo no planejamento da secretaria. Mas no caso dos medicamentos citados, não há falta”, disse a SMS em nota.  

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