Médicos deixam de atender Imas e servidores sofrem para encontrar credenciados

Trabalhadores denunciam que credenciados tem suspendido atendimento aos usuários do plano por falta de repasse

Foto: Marcelo Gouveia / Jornal Opção

Um grupo de servidores da Educação e de outros setores da Prefeitura de Goiânia, se uniram para exigir respostas perante a falha nos serviços prestados pelo Instituto Municipal de Assistência à Saúde e Social dos Servidores Municipais de Goiânia (Imas).

Na próxima terça-feira (16/1), eles se reunirão com o gerente do plano de saúde, Cássio Andrade, na sede do Imas, para exigir repostas em relação às denúncias de falta de atendimento.

“O presidente [do Imas, Sebastião Peixoto] diz que o pagamento está em dia. Os credenciados falam que não recebem. Alguém está mentindo nesta história. O que sabemos é que todo o mês a taxa é descontada do nosso salário, mas não conseguimos atendimento”, desabafou a professora da rede municipal, Sônia Fleuri.

Ela foi a responsável por criar um grupo no WhatsApp com servidores da Educação e de demais áreas da prefeitura com o objetivo de trocar informações sobre clínicas, hospitais, laboratórios e profissionais que ainda atendem pelo plano. Segundo os trabalhadores, cada vez mais credenciados tem suspendido o atendimento aos usuários do Imas por falta de pagamento.

Os usuários reclamam também do atendimento precário por parte dos funcionários do Imas e falta de transparência do órgão. “Fizemos o grupo porque as informações do site não condizem com a realidade dos atuais prestadores de serviços do convênio. Servidores que precisam realizar exames mais complexos não conseguem fazer pelo pleno. Até mesmo atendimento de urgência e emergência, consulta com pediatra também é quase impossível”, explicou a professora.

Segundo Sônia Fleuri, os problemas se arrastam há anos, sem que os servidores tenham uma resposta. “Encabeçamos esse movimento, que engloba trabalhadores não apenas da Educação, porque queremos respostas, alguém que saiba explicar o que está acontecendo e que apresente soluções”, reclamou.

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