Médico preso por abuso sexual de pacientes não tem especialização em ginecologia

 Joaquim de Souza Lima Neto não tem qualquer especialidade registrada no Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás 

O médico  Joaquim de Souza Lima Neto, de 58 anos, preso na última terça-feira (23/1) suspeito de abusar sexualmente de pacientes, atuava como ginecologista em um hospital no centro de Goiânia, mas não tem especialização na área.

No site do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego), o nome do médico aparece em situação regular mas no campo “Especialidade/Área de Atuação” não há nenhum registro.

De acordo com o Cremego, Isso não impede o médico de atuar como ginecologista e realizar exames ginecológicos. No entanto, sem o registro da especialidade, ele não poderia se apresentar como especialista em ginecologia.

Abusos

O médico já havia sido condenado em 2015 pelo crime de violação sexual mediante fraude. Na época, a defesa recorreu da decisão e ele continuava trabalhando normalmente.

Porém, em dezembro de 2017 ele voltou a abusar de outras três pacientes durante consultas. Segundo relatos das vítimas, ele as submeteu à prática de atos libidinosos enquanto procedia exames ginecológicos de rotina. Em um dos casos, o médico chegou a submeter a vítima à prática de sexo oral.

A primeira vítima relatou, perante a titular da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Goiânia, que o médico lhe recomendou procedimento de cauterização no colo do útero. Disse que, antes do procedimento, o acusado massageou seu órgão genital e lhe fez perguntas sobre sua vida conjugal. Ela contou que ficou constrangida e pediu para que ele realizasse a cauterização. Ao final o médico lhe perguntou se ela não havia gostado da experiência.

Uma semana depois da primeira acusação, outra vítima compareceu à delegacia informando que ao consultar-se com o mesmo médico, ele introduziu objetos em sua vagina e chegou a praticar sexo oral.

A mulher disse que ficou bastante atordoada e com medo diante do que estava acontecendo, não conseguindo esboçar nenhum tipo de reação. Da mesma forma, o médico perguntou se ela havia gostado, porém, a vítima contou que não conseguiu responder às perguntas feitas. Ele ainda lhe disse que não cobraria nada pelo procedimento e pediu para retornar ao consultório em dois meses

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