Mecânico é preso suspeito de atear fogo em cachorro, em Aparecida de Goiânia
10 abril 2026 às 11h00

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Um homem foi preso suspeito de atear fogo em um cachorro, em Aparecida de Goiânia, nesta quinta-feira, 9. O mecânico teria praticado os maus-tratos ao animal dentro da oficina que trabalha.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito jogou gasolina no animal e, em seguida, esperou as testemunhas se afastarem para atear fogo. Contudo, durante o lançamento do combustível, ele acabou atingindo também uma mulher e uma criança que passavam pelo local. Diante disso, o cachorro, já em chamas, saiu correndo e chorando.
A ocorrência teve início quando o tutor do cachorro compareceu à delegacia. Ele relatou que o animal havia se aproximado de uma criança, causando-lhe apenas um susto, sem qualquer agressão. Aliás, a própria criança confirmou que o cachorro apenas pulou sobre ela, sem machucá-la, e que, ao perceber a situação, pediu ajuda a terceiros.
Nesse momento, o mecânico interveio e, mesmo com o animal já afastado e sem apresentar risco algum, ele ateou fogo no cachorro, causando graves queimaduras.
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Ao Jornal Opção, o delegado titular da 7ª Delegacia de Polícia de Aparecida de Goiânia, Henrique Berocan Otto, explicou que os envolvidos no caso prestaram depoimento. “A gente ouviu a mãe, que, supostamente, teria sido atacada pelo cachorro com seu filho, mas não teve ataque nenhum”.
O delegado relata que o cachorro não apresentou risco nenhum às pessoas ao redor, e que a criança se assustou pelo fato do tamanho do animal. “Na verdade, o cachorro estava brincando com essa criança e ela se assustou porque ele é da raça chow-chow, e esse homem foi intervir nisso, mas a criança não teve nenhum arranhão. O cachorro não machucou, não mordeu, nem arranhou, nada”.
“O suspeito foi preso por maus-tratos qualificado”, finaliza Henrique Otto. O homem foi conduzido à 7ª delegacia para as providências legais cabíveis.
Conforme a Lei Sansão (14.064/2020, o crime de maus-tratos qualificados contra cães e gatos pode resultar na prisão de 2 a 5 anos.
Além disso, o Governo Federal lançou o decreto “Justiça por Orelha”, que prevê a multa de R$ 1.500 a R$ 50 mil para quem cometer o crime de maus-tratos aos animais. O decreto aconteceu após o cãozinho Orelha ter sido brutalmente assassinado no dia 4 de janeiro após ser agredido em Santa Catarina.
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