Após suposta tentativa de agressão, parlamentar irá entrar com representação no Conselho de Ética e registrar um boletim de ocorrência. Amauri nega as acusações

O deputado Cláudio Meirelles (PTC) confirmou ao Jornal Opção que entrará não apenas com uma representação contra o deputado Amauri Ribeiro (PRP), mas também irá registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil. O parlamentar disse estar assustado com a agressividade verbal e tentativa de agressão física que sofreu dentro da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás_Jornal Opção
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O deputado Cláudio Meirelles (PTC) confirmou ao Jornal Opção que entrará não apenas com uma representação contra o deputado Amauri Ribeiro (PRP), mas também irá registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil. O parlamentar disse estar assustado com a agressividade verbal e tentativa de agressão física que sofreu dentro da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), nesta quinta-feira, 11.

“Eu já solicitei o vídeo e, na semana que vem, o presidente Lissauer fará uma reunião com a mesa diretora. Fora as agressões verbais totalmente desproporcionais e com palavras de baixo calão, o pior aconteceu na sala da presidência”, relatou Cláudio. O parlamentar conta que chamou Amauri para sentar e conversar para ele justificar as agressões verbais, quando o parlamentar teria tentado partir para cima dele.

A reportagem entrou em contato com Amauri, que negou essa versão dos fatos. “Pode perguntar para várias testemunhas, eu estava na presidência quando a Lêda e o Claúdio foram lá discutir. Não existe essa história de agressão”, rebateu o parlamentar.

Troca de farpas

“O Amauri foi segurado pela segurança, ele é um deputado despreparado e quer ganhar tudo no grito. Ele não estava preparado para assumir esse mandato, não aceita críticas e não respeita os colegas”, relatou. Meirelles emendou que Amauri diz que todo mundo é corrupto, agride funcionários, deputadas e qualquer um que não concorde com ele. “Coloca a honestidade de todos em cheque, trata as pessoas como bandido, e não sabe agir como um homem público”.

Meirelles também afirma que, em oito mandatos, nunca passou por nada parecido. “Nunca me chamaram de corrupto, tentaram me agredir ou se dirigiram a mim com um linguajar tão baixo. Me chamou de prostituta do poder, mas quem tem cargo em governo é ele, em momento algum pressionei governo para barganhar qualquer coisa, só pedi respeito”, afirmou Meirelles.

Representação coletiva

“Na terça farei uma representação ampla de tudo que ele vem falando sobre a Casa, em relação às funcionárias, falando sobre prostíbulo, contrariando o regimento interno não só com o uso do chapéu, pior que isso é o linguajar”, disse ao relatar que a autorização para que Amauri usasse o adorno foi uma tentativa frustrada de amenizar atritos dele na Alego.

O parlamentar também confirma que irá registrar um boletim na Polícia Civil, além de representação no Conselho de Ética. “Vários deputados vão entrar com uma representação coletiva, porque ele extrapolou. Acho que a Assembleia tem que tomar uma atitude mais enérgica, não é a primeira vez que ele se mete nesse tipo de polêmica”, concluiu Meirelles.

Deputado do Chapéu

Segundo Claúdio, a partir do momento em que a Casa tentou apaziguar a situação, aceitando as “peculiaridades” do deputado do chapéu, em vez de melhorar criou-se mais problemas, pois Amauri teria entendido a situação como uma autorização para extrapolar. “Em vez de ele interpretar isso como um benefício, e tentar contornar seu temperamento difícil, achou que tinha carta branca para agir como bem entender”.

“Eu estou assustado com essas atitudes dele, é de uma infantilidade e uma ignorância tamanha que isso eu ouvi falar em outras épocas bem diferentes, o Brasil avançou na educação e isso nos envergonha. Ele chegou a dizer para mim que ele vai acabar sendo caçado, porque ele vai agredir alguém”, pontou Meirelles ao ressaltar que não se surpreenderia se ele agredisse fisicamente até mesmo uma deputada mulher.

Segundo Cláudio, tudo começou quando ele mandou suspender a palavra de Amauri, pois este usou questão de ordem para assunto divergente após agredir verbalmente a deputada Adriana Accorsi. “Porém, ontem o Lissauer suspendeu a palavra dele, será que ele também irá agredir o presidente da Casa?”, indagou.