Jurídico de candidato acionou a Justiça para impedir a veiculação de áudio. Vanderlan gravou vídeo se desculpando pelo áudio

Maguito Vilela e Vanderlan Cardoso | Foto: Jornal Opção

A defesa da coligação Pra Goiânia Seguir em Frente, de Maguito Vilela (MDB), vai recorrer da decisão que proíbe a veiculação de um áudio em que o candidato Vanderlan Cardoso (PSD) defende o senador Chico Rodrigues (DEM-RR), flagrado com dinheiro na cueca. Na mensagem, Vanderlan diz que “não tem nada que desabone a conduta do senador” e considera absurdo o afastamento do colega.

Nesta quinta-feira, 29, a juíza Liliana Bittencourt, da 2ª Zona Eleitoral, concedeu liminar à coligação Goiânia em um Novo Momento para que a propaganda em questão seja suspensa imediatamente. O jurídico da coligação Pra Goiânia Seguir em Frente confirmou que vai recorrer da decisão, já que o material foi produzido pelo próprio Vanderlan e não possui qualquer tipo de alteração, como alegado pelo candidato.

“Sobre a decisão, entendemos que um dos direitos básicos de toda a propaganda eleitoral é informar a população sobre fatos e opiniões inerentes àqueles que estão na posição de candidatos”, afirma o advogado Colemar Moura, que representa a coligação Pra Goiânia Seguir em Frente. A propaganda já foi retirada do ar ainda, em atendimento à decisão da juíza Liliana Bittencourt.

“A coligação representada nada mais fez do que divulgar algo que foi produzido pelo próprio candidato adversário com a sua própria voz, o que nada tem relação com qualquer tipo de montagem ou de uso de meios publicitários capazes de induzir o eleitorado a algo que não seja puramente a verdade do que foi dito.”

Nesta quinta-feira, 30, o próprio Vanderlan Cardoso admitiu que é o autor do áudio. “Esse áudio, infelizmente, é verdadeiro. Fui eu que falei aquilo (…) eu errei, falei bobagem, acabei sendo extremamente infeliz no que disse. Meu erro foi dizer uma bobagem mal pensada em um áudio, uma bobagem para não causar constrangimento em um grupo”, admitiu Vanderlan, duas semanas após a gravação ter se tornado pública.