Marqueteiros apontam tendências para o debate eleitoral deste ano em Goiás

Explorada em 2018, corrupção perde força também entre o eleitorado goiano e deve ser menos explorada

Após uma crise sanitária agravada pela pandemia da Covid-19, o tema saúde deve ser um dos temas que será debatido no pleito deste ano em Goiás e na maioria dos estados brasileiros. No entanto, a segurança pública também seguirá como tendência no cenário eleitoral, como ocorreu em 2018, paralelamente à questão da corrupção. Essa última perdeu força entre o eleitorado e deve ser mitigada nas campanhas eleitorais na corrida ao Palácio das Esmeraldas. O Jornal Opção entrevistou especialistas do marketing político que apontaram expectativas para 2022.

Iuri Godinho acredita que diferente das eleições de 2018 a questão sobre honestidade não será foco dos debates eleitorais. “Vai ser calcada na questão da competência, vai ser uma campanha em termos de temas gerais e vai ser uma campanha mais amena do que as campanhas anteriores”, compara. Ele destaca que naquele ano existiam dois grupos com perfis parecidos e com quase a mesma força política. “Um grupo majoritário que estava no poder, majoritário no sentido que estava no poder, que tinha uma boa base de apoio, e uma pessoa que chegou com muita força depois de uma carreira política longa, que foi o Ronaldo Caiado. Então eles se pareiavam, agora a gente não tem isso. Esta eleição me parece as eleições do final dos anos 90, que novos personagens estão chegando na cena política, em que tudo pode acontecer, inclusive nada”, frisa.

Para Hamilton Carneiro, além da saúde, localmente, o tema economia deve fazer parte dos assuntos, apesar de não estar diretamente ligado ao governo estadual. Outra tendência será a infraestrutura, uma vez que os temas nacionais poderão ter peso importante, considerando a ligação entre a consolidação das candidaturas no estado e nacionalmente. “A influência da campanha para presidente pode ter peso considerável na movimentação eleitoral em Goiás”, analisa o especialista, acrescentando que isso pode até agregar a pretensos candidatos ao Governo de Goiás. “Essa influência pode beneficiar o major Victor Hugo e encaminhar a eleição para um segundo turno entre Caiado e Mendanha. Aí, acredito, Mendanha pode ter o benefício do eleitor bolsonarista. E até o apoio de parte do eleitorado de centro-esquerda”, prevê.

Embora não more e nem atue em Goiás, o consultor em marketing político, Darlan Campos, indica para temas comuns que devem pautar as eleições deste ano nos Estados. “Os grandes temas da eleição de 2018 foram a segurança pública e o combate à corrupção. Então a gente teve pela primeira vez no cenário nacional um tema de cunho moral como a principal preocupação do eleitor brasileiro e também nos estados, isso trouxe uma avalanche de candidatos defendendo e se mobilizando em torno dessa pauta”, lembra, salienta que agora as preocupações mudaram bastante.

Nesse sentido, de acordo com Léo Pereira, a conjuntura política mudou completamente. “É momento totalmente novo em Goiás e no Brasil. Só que os políticos ainda não perceberam isso. Por isso essa inércia absurda. Espero que eles se orientem e saiam da inércia de posicionamento em Goiás e no Brasil. Quem fizer um avanço de posicionamento com maior precisão e eficácia amplia bastante as chances de vitória”, aponta. Ele define que 2018 havia uma estagnação de cenário e que neste ano há um cenário aberto para novas oportunidades.

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