Marcos Pontes não confirma inclusão do Ensino Superior na pasta da Ciência e Tecnologia

Confirmado Ministro da Ciência e Tecnologia no governo de Bolsonaro, Pontes diz que ainda não tem propostas para ensino

Pontes é convidado para palestrar no Torneio Sesi de Robótica (Foto: Jornal Opção)

Em coletiva dada em Goiânia, nesta quinta-feira (1º/11), o futuro ministro da Ciência e Tecnologia no governo de Jair Bolsonaro (PSL), Marcos Pontes, disse que a inclusão do Ensino Superior na pasta ainda não está confirmada. De acordo com ele, que é astronauta e tenente-coronel da Força Aérea Brasileira, até agora, não recebeu nenhuma orientação sobre esse assunto específico.

“Ainda está em discussão se o Ensino Superior vem para a Ciência, mas eu espero receber alguma decolagem para pensar nisso”, disse Pontes, que afirmou que nem chegou a colocar o assunto nas propostas de gestão do ministério. Entretanto confirma que há uma intenção geral da equipe do presidente eleito em reduzir a quantidade de ministérios.

O astronauta brasileiro ainda disse que, de antemão, tem colocado a educação como prioridade no plano para a Ciência e a Tecnologia. Segundo ele, o incentivo à pesquisa básica é um dos principais objetivos de seu plano. “Vamos batalhar na educação e formação de novos cientistas”.

Para isso, Pontes diz que pretende trabalhar por uma maior divulgação científica. Além disso, o futuro ministro também manifestou o interesse em incentivar a criação de startups e, com isso, contar com o apoio de empresários na gestão da pasta. Ele confirma que sua gestão quer contar com parcerias público e privadas. “Nós vamos precisar da participação e atuação do setor privado. Existe ciência e tecnologia por todo lado, então, a gente pode e deve fazer parcerias”, disse.

O futuro ministro mencionou, também, que já tem contado com o auxílio da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e pretende trabalhar lado a lado, também, com a Academia Brasileira de Ciência (ABC).

Recursos

Quando o assunto é orçamento, o futuro ministro diz que ainda precisa fazer um “raio-x” da situação atual do ministério para saber como vai conseguir recursos para o que deseja realizar na gestão da pasta.

“Nós vimos que o orçamento para o Ministério da Ciência e da Tecnologia reduziu nos últimos anos e uma das minhas primeiras conversas com o governo será sobre isso, para que eu possa encontrar meios de conseguir recursos”, afirmou.

Política

Sobre a indicação ao ministério, Pontes disse que recebeu com muita honra e que esse é um diálogo antigo que tem com Bolsonaro. “Ele tem falado comigo desde quando era pré-candidato, em março, e desde então temos trabalhado juntos”, disse.

Segundo Pontes, trabalhar na política é uma vontade antiga. Ele relatou, ainda, que chegou a se filiar ao PSB em 2013, quando tinha intenções de trabalhar com Eduardo Campos (PSB), que seria candidato à presidência um ano depois. “Eu ia ajudar nessa área e já tinha esse foco na Câmara ou no Senado, para trabalhar na Ciência, Tecnologia e Educação”, declarou, citando as três áreas, que descreve como seu tripé de trabalho.

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