Marconi vai propor a Iris parceria na Segurança Pública, Saneamento e Mobilidade

Em bate-papo com internautas, governador fez avaliação geral das eleições e falou sobre parcerias com a Prefeitura de Goiânia

Foto: Humberto Silva/Jornal Opção

Foto: Humberto Silva/Jornal Opção

O governador Marconi Perillo (PSDB) afirmou, na tarde desta segunda-feira (31/10), em bate-papo com internautas transmitido pelo Facebook, que vai propor ao prefeito eleito em Goiânia, Iris Rezende (PMDB), parcerias nas áreas de Segurança Pública, Saneamento Básico e Mobilidade Urbana.

“O prefeito eleito falou muito na eleição de Segurança Pública. Acredito que podemos começar por aí uma parceria boa entre governo e a prefeitura. A prefeitura pode, inclusive, fazer como outras fazem, comprando banco de horas dos policiais. Há uma chance boa de termos uma relação próxima convergente na área da segurança pública”, disse.

Com relação à área de Saneamento Básico, ressaltou que a Câmara acabou de aprovar uma lei concedendo mais tempo de vigência na concessão de água e de esgoto. “Nós temos feito investimentos muito fortes. Só na Região Noroeste de Goiânia nós acabamos de realizar 600 quilômetros de novas redes coletoras de esgoto”, frisou. Em seguida, disse que o governo estadual e prefeitura podem construir uma grande cooperação na área de Mobilidade Urbana.

“Hoje nós temos aqui um sistema de transporte que precisa ser melhorado, a questão da acessibilidade; e também pode haver muita convergência em relação à melhoria viária, trânsito, transportes públicos. Se tem uma coisa em Goiânia hoje que irrita as pessoas é o trânsito, e eu estou disposto a colaborar com o que for possível, dentro dos meus limites e dos limites da Prefeitura, caso o prefeito se interesse por parcerias. Tenho certeza que, pela experiência que temos, teremos boas parcerias”, disse.

Marconi afirmou que as eleições de 2016 deixaram três recados claros: “Primeiro, o recado do eleitor que se absteve de votar, que foi um recado claro para os políticos: ou vocês mudam, ou não têm voto. Outro foi que essa história de ter havido golpe contra o PT e a presidente Dilma não colou. Tanto é que o PT não ganhou no segundo turno, e elegeu um número inexpressivo nos dois turnos”.

“E uma constatação que precisa ser feita é que apesar da abstenção ter sido alta, e os votos nulos e brancos também terem sido muitos, as pessoas foram eleitas. Ou seja, é melhor votar do que se omitir, porque de qualquer maneira em um processo eleitoral votando 20 milhões ou duas pessoas vai se ter um eleito. E nesse aspecto é muito importante que as pessoas se conscientizem em relação à importância do voto, e evitem chegar ao segundo turno com falta de opções”, observou.

Ele reiterou que o voto é um dever de civismo, criticou o fato de o ex-presidente Lula não ter votado e disse que o PT precisará se reinventar como partido. “Votar, embora seja obrigatório, é um dever de civismo. O que nós vimos agora foi não só a confirmação de que não houve golpe, como o fato do ex-presidente Lula ter deixado de votar, de exercer o seu dever de cidadão. Os sinais estão trocados, e o PT vai ter que se reinventar se quiser continuar como partido razoavelmente expressivo no país. Até porque é um partido que tem uma história bonita que foi contaminada nos últimos anos com o mensalão, o petrolão, mas muitos dos ideólogos do PT foram pessoas sérias”, afirmou.

Questionado se há uma receita para se obter êxito nas eleições, “um pulo do gato”, já que é o único político que se elegeu quatro vezes governador, Marconi afirmou que a receita é o trabalho árduo. “O pulo do gato é algo fácil de se descrever, é o trabalho. Foi isso que transformou Goiás em uma potência econômica. Goiás, nos meus governos, multiplicou o PIB por dez vezes, as exportações por 20 vezes; gerou mais de um milhão de empregos. Se industrializou, modernizou. Uma vez eleito, cumprir o que falou”, explicou.

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