Marconi vai debater crise dos estados em reunião de governadores

Governador de Goiás apresentará propostas definitivas, na próxima terça-feira (22), durante encontro em Brasília

Comemoração dos 60 anos da OCB | Fotos: Lailson Damásio

Comemoração dos 60 anos da OCB | Fotos: Lailson Damásio

O governador Marconi Perillo (PSDB) voltará a liderar um conjunto de governadores para discutir a crise administrativa e debater medidas para superar as dificuldades que alguns estados estão enfrentando por falta de recursos. Na noite desta sexta-feira (18), em dois eventos nos quais foi homenageado, ele anunciou que no próximo dia 22, terça-feira, irá reunir-se em Brasília com outros governadores, ocasião em que apresentará uma proposta de contenção de gastos dos estados. Ele defende que os governadores adotem medidas que não sirvam apenas para as atuais administrações.

Na solenidade comemorativa dos 60 anos da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB-GO) e no evento do Sinduscon-GO para premiação de empresas empreendedoras, Marconi elogiou os ajustes que têm sido feitos pelo governo federal visando o equilíbrio das contas públicas. Segundo ele, não fossem as medidas austeras que foram tomadas e outras que estão em andamento, dificilmente o Brasil sairia da crise. “Não é fácil conviver com uma recessão com PIB por volta de menos 4%”, comentou.

Embora reconheça os esforços do governo Temer para tirar o Brasil da crise, o governador entende que muitas outras reformas precisam ser feitas. “O governo precisa tomar muitas iniciativas corajosas para iniciarmos um novo ciclo de desenvolvimento econômico sustentável. O Brasil precisará adotar medidas estruturantes e não apenas paliativas”, salientou.

Marconi considera que o País está no rumo certo. No evento do Sinduscon-GO, onde dividiu as homenagens recebidas com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, representado pelo secretário de Desenvolvimento Econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida, o governador teceu elogios ao ministro. Segundo ele, Meirelles foi muito bem escolhido pelo que representa para Goiás e para o Brasil.

Para o governador, Henrique Meirelles “é um homem dotado de uma qualidade excepcional, com alto espírito público, altíssima capacidade intelectual e competência na gestão. É um grande brasileiro que extrapolou as nossas fronteiras exatamente pela sua capacidade de formar excelentes equipes”.

Estado equilibrado

Ao contrário da esmagadora maioria dos estados brasileiros que enfrenta sérias dificuldades para quitar suas obrigações, até mesmo a folha salarial, Goiás caminha para encerrar 2016 com saldos positivos nos investimentos e na geração de empregos. Esta realidade foi destaque nos dois pronunciamentos realizados pelo governador nas homenagens recebidas.

“Nesses dez primeiros meses, Goiás comemorou o primeiro lugar em saldo positivo de emprego no Brasil. Espero terminar o ano mantendo essa conquista. Vamos também chegar a quase 8 bilhões de dólares de volume de exportação e 5 bilhões de dólares de saldo exportador”, anunciou.

Marconi disse, ainda, estar honrado em poder liderar o Estado de Goiás nesses últimos anos. “Goiás se transformou num estado moderno, empreendedor, dinâmico, que é hoje um orgulho e uma referência para todos nós. É extraordinário o quanto este estado caminhou fortemente na direção da modernização, da eficiência, das boas práticas. Isso se deve muito a gente empreendedora, batalhadora do nosso Estado e ao fato de que o governo tem procurado ajudar e não atrapalhar”, declarou.

Para Marconi, os ajustes realizados no final de 2015, antevendo a crise que viria, foi decisivo para fechar o atual exercício em equilíbrio. “Estou relativamente satisfeito porque Goiás é um dos cinco estados que vão terminar o ano bem, com suas principais obrigações em dia”, observou.

Ainda que satisfeito, o tucano entende que mais medidas que visem o planejamento adequado dos gastos públicos precisam ser tomadas: “Precisamos pensar no futuro. Nós vamos tomar medidas corajosas para que, em concordância com os preceitos constitucionais, asseguremos longevidade estrutural às ações do Estado, para que ele possa gastar apenas aquilo que pode e tenha condições de investir em infraestrutura, educação, saúde e cooperação.”

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