Marconi toma posse no MBC e abre debate sobre governo digital

Governador participa em São Paulo de encontro anual do Movimento Brasil Competitivo

Nas comemorações dos 15 anos de fundação do Movimento Brasil Competitivo (MBC), o governador Marconi Perillo (PSDB) tomou posse nesta quarta-feira (24/11), em São Paulo, durante encontro anual da entidade, na função de conselheiro nacional, representando o Consórcio Brasil Central, fórum que reúne governadores do Centro-Oeste e Norte do País, presidido pelo governador goiano.

O tucano recebeu do presidente de honra do MBC, Jorge Gerdau, o tradicional boton que identifica os conselheiros da entidade. Foi saudado como um dos principais apoiadores do MBC no País.

Ao falar em nome dos empossados, Marconi parabenizou a entidade pelos 15 anos de existência. Observou que sem a consultoria do MBC Goiás não teria conseguido avançar significativamente no Ideb e também atingido uma economia de R$ 1,5 bilhão com a implantação de modelos de gestão e reformas estruturais do Estado, por meio do Pacto de Reforma do Estado.

Marconi avaliou como uma “discussão premente” o debate sobre os governos digitais. Citou os avanços ocorridos em Goiás por causa da implantação do Sistema OS na Saúde estadual. Lembrou que, na experiência de Goiás com a informatização da Saúde, o cidadão goiano está sendo atendido com maior eficiência e de forma mais rápida.

Aos integrantes do MBC, relatou a proposta que fez, na reunião dos governadores em Brasília com o presidente Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, de aprofundamento dos cortes de gastos. “Para nós é uma honra”, disse Marconi, ao anunciar a indicação do governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, como suplente dele no conselho do MBC.

Consórcio Brasil Central

Marconi falou ainda da experiência do Consórcio Brasil Central, que reúne os governadores de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Tocantins e Rondônia e que tem apresentado ao País alternativas de cooperação federativa e desenvolvimento sustentável. “Do Brasil Central saiu o embrião para Pacto da Reforma do Estado”, disse, ao relatar também que as Assembleias Legislativas dos estados-membros devem votar em breve projetos de lei que criam um mercado comum entre eles.

Marconi também falou do desafio de implantar o sistema OS da Educação. “Eu não tenho dúvida de que será um sucesso a experiência que está sendo implantada em Goiás”. Segundo ele, a medida provocará avanços que vão marcar as biografias dos gestores. “É preciso ter coragem para promover as mudanças que a Educação necessita”, assinalou.

Adesão ao MBC

Espelhado na parceria de Goiás com o MBC, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, assinou termo de adesão do governo de São Paulo à entidade. Ao discursar, Alckmin defendeu uma mudança cultural em relação aos gastos públicos. “Os governos não cabem no PIB”, ao apontar que o Brasil ficou “caro demais” antes de ficar rico.

Durante o encontro do MBC foi entregue ao ministro de Ciência, Tecnologia e Comunicações, Gilberto Kassab, um documento chamado Brasil Digital, com propostas dos setores produtivos para digitalização da economia brasileira. A ideia é avançar no campo das ferramentas digitais, de forma a criar no País um ambiente satisfatório para a articulação de políticas de desenvolvimento tecnológico, inovação e competitividade.

O encontro anual do MBC contou com a presença de diversas autoridades. O presidente de honra da entidade, Jorge Gerdau, o secretário-executivo Cláudio Gastal, Patrícia Audi, secretária executiva do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Casa Civil da Presidência da República, o ex-ministro Luiz Fernando Furlan, os prefeitos Rodrigo Neves (Niterói), Geraldo Júlio (Recife) e Jonas Donizete (Campinas-SP), além de representantes de grandes empresas.

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Welbi Maia

Para enfrentar a grave crise econômica que o país vive, gerada pelos erros na condução da política econômica do governo Dilma, o Geraldo Alckmin corta gastos e renegocia contratos. O objetivo é manter os investimentos nas áreas sociais e em obras prioritárias. Alckmin aposta no investimento no setor produtivo para manter e gerar empregos. Austeridade e responsabilidade social: esse é o jeito tucano de governar.