Marconi garante que nenhuma OS sem “qualificação, idoneidade e histórico” será contratada

Governador afirmou que secretária de Educação tem autonomia para descredenciar toda Organização Social que não julgar adequada

| Foto: Reprodução Facebook

Para Marconi, chamamento ainda não atraiu muitas OSs porque não há remuneração | Foto: Reprodução Facebook

Em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (24/2), o governador Marconi Perillo (PSDB) comentou as críticas às Organizações Sociais que se candidataram inicialmente para gerir, junto ao Estado, algumas das escolas públicas goianas. Matéria publicada pela revista Nova Escola nesta terça-feira (23) mostrou que as OSs que já se manifestaram são recém-criadas e ainda inexperientes na área.

Para o governador, estes fatores não passarão em branco. Segundo ele, nenhuma Organização Social (OS) sem “qualificação, idoneidade e histórico” vai ser contratada. “Amanhã a professora Raquel terá outra reunião com sua equipe. Se chegar à conclusão de que as OS não têm as credenciais para gerir escolas, elas não vão ser credenciadas”, garantiu.

Mesmo que todas as OSs sejam descredenciadas, o Governo do Estado seguirá fazendo novos chamamentos até que se preencham as vagas. “Estamos atentos às recomendações do Ministério Público e ao documento que a Editora Abril divulgou. Mas garanto a todos que não vamos precipitar nada. Se tivermos qualquer dúvida, vamos adiar e fazer novos chamamentos até que a gente tenha segurança e certeza”, ressaltou.

Marconi argumentou ainda que a persistência na contratação das OSs é sustentada na intenção de “Transformar a educação de Goiás numa educação diferenciada e diferente desta mesmice que temos no Brasil”.

Questionado sobre a resposta pouco efusiva das OSs ao chamamento, Marconi afirmou que acredita ser por causa da falta de remuneração. “Talvez seja porque as OSs não têm fim lucrativo e isso pode ser um assunto a ser discutido no futuro”, argumentou. “Talvez o ideal seria remunerar pela prestação de serviço, pode ser que isso seja um limitador”, pontou o governador.

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