Marconi garante benefício no mês do aniversário e antecipa folha de dezembro

Medidas de austeridade adotadas em 2015 e 2016 para amenizar efeitos da crise econômica nacional garantem pagamento dos salários rigorosamente em dia

Marconi Perillo no Vapt Vupt | Foto: Wagnas Cabral

Na contramão de boa parte dos 25 Estados brasileiros e do Distrito Federal, o Governo de Goiás manteve o pagamento da folha salarial do funcionalismo rigorosamente em dia durante toda a crise econômica nacional. As medidas de austeridade, o planejamento administrativo e a racionalização das despesas com o custeio da máquina permitiram a antecipação da folha salarial de dezembro para os servidores que ganham menos e a regularidade do pagamento do 13.º no mês do aniversário.

Os salários dos servidores que recebem até R$ 3,5 mil líquidos (habitualmente pago no último dia útil do mês) estará disponível na conta nesta sexta-feira, 22. O pagamento antecipado ocorre graças à situação fiscal do Estado, que levantou até a quarta-feira, 20, R$ 360 milhões em negociações de dívidas por meio do Programa de Negociação Fiscal. As duas etapas do programa garantiram R$ 1,4 bilhão a mais ao Tesouro Estado.

Diferentemente de outros Estados, o governo de Goiás também não enfrenta problemas com o pagamento do 13º salário, que, desde a primeira administração do governador Marconi Perillo, iniciada em 1999, é pago no mês do aniversário do servidor. Nos quatro mandatos como governador e nem mesmo nos momentos mais agudos da crise financeira, Marconi nunca atrasou o salário do funcionalismo público nem deixou de pagar ou atrasou o 13º salário do servidor.

No Rio Grande do Sul, os salários de 2017 foram parcelados pelos próximos dois anos e, agora, há dificuldades para efetuar o pagamento do 13º salário. O governo liberou, nesta semana, a contratação de empréstimo, pelo servidor, no valor do 13º, e vai assumir o pagamento dos juros, de 1,42% ao mês. Quem não quiser aderir, vai receber o 13º em 12 parcelas, a partir de janeiro. Este é o terceiro ano consecutivo que o governo do Rio Grande do Sul precisou buscar alternativa para o pagamento do 13º.

Por conta da crise econômica nacional, o Governo do Estado de Minas Gerais só deve pagar o 13º salário dos servidores da fundação hospitalar do Estado e da área de Segurança Pública. O pagamento será feito em duas parcelas, uma na semana que vem e outra em janeiro. Não há previsão de pagamento do 13º dos demais servidores.

Também em razão da crise financeira, o governo do Tocantins dividiu os servidores em dois grupos: o primeiro, que ganha até R$ 2,7 mil, vai receber o 13º salário nesta quinta-feira, 21; os demais receberão o benefício no final de janeiro.

A situação no Rio Grande do Norte é ainda mais grave. O governo do Estado não tem previsão de quando poderá pagar o 13º salário dos servidores. Os funcionários da Saúde e da Segurança Pública estão em greve e o governo teve de solicitar o envio da Força Nacional de Segurança para o estado e o apoio das Forças Armadas.

No Rio de Janeiro, o governo estadual começou, na quarta-feira, 20, a pagar o 13º salário de 2016 e a folha de outubro deste ano, que estavam pendentes. O pagamento foi possível graças à liberação de um empréstimo de R$ 2 bilhões com um banco francês.

Em meio à crise, o Governo de Sergipe vai exonerar todos os servidores comissionados ainda em dezembro. A ideia é conter gastos com folha, hora extras e gratificações. Governador, vice-governador, secretários e presidentes só receberão salário após o pagamento de aposentados e pensionistas.

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