Marconi diz que vai superar R$ 2 bilhões em obras entregues à população

Governador adiantou que apresentará indicadores fiscais e econômicos de Goiás na segunda-feira (22)

Marconi Perillo em entrevista para ABC – TBC | Foto: Marco Monteiro

O governador Marconi Perillo concedeu, nesta sexta-feira (19/1), entrevista aos veículos que integram a Agência Brasil Central (Rádio Brasil Central AM e FM e TV Brasil Central), na qual falou sobre o rush de inaugurações de obras que começou no dia 15 de janeiro e vai até o dia 30 de junho, e debateu temas administrativos como Saúde e Segurança Pública.

Marconi adiantou que fará entrevista coletiva na próxima segunda-feira (22) para detalhar os indicadores fiscais e econômicos de Goiás. “Muita gente vai se surpreender”, afirmou.

Ao fazer balanço dos quatro mandatos à frente do Governo de Goiás, avaliou: “O Goiás do Tempo Novo de 1998 é o novo Goiás em 2018. O sentimento nesses anos de governo é de dever cumprido”. A seguir, as repostas do governador na íntegra:

 

Dever cumprido

“O sentimento é de dever cumprido. Eu tenho refletido muito nos últimos dias sobre a importância que foi o slogan do Tempo Novo. Hoje eu posso garantir que é evidente que nós tivemos um novo Goiás. Goiás é um Estado completamente mudado, depois da campanha de 98. Nós conseguimos com alianças estratégicas que fizemos com o empresariado, com os trabalhadores, com as instituições avançar extraordinariamente em todos os aspectos. Só quem não quer enxergar não vê que Goiás se transformou num estado moderno, respeitado nacional e internacionalmente em todos os aspectos. Nós temos aqui profissionais liberais que são respeitados no mundo inteiro. Nós temos empresas de agronegócio, produtores rurais que produzem com altíssima produtividade tecnológica no campo. Nós temos indústria de ponta. Goiás é um estado hoje com uma forte diversificação industrial, indústria metal mecânica, de alimentos, farmacêutica, vestuário, dentre outras. Temos a terceira maior província mineral do país, somos o segundo maior produtor de cana-de-açúcar e etanol e um dos maiores geradores de energia limpa, de energia renovável do país. Goiás também conta com geração de empregos, exportações, crescimento de PIB muito acima da média brasileira. Enfim, eu tenho uma ponta de orgulho de ter tido a coragem de enfrentar esses desafios todos, mesmo que naquela época, em 98, havia só incertezas, e de ter liderado o grupo de nos apoiou nesse tempo e o próprio Estado de Goiás na direção certa, na direção do desenvolvimento sustentado, na direção de uma forte evolução, que culminou com ótimos indicadores econômicos e sociais que nos colocam hoje entre os principais estados do Brasil, com a certeza de que somos um dos estados com maior potencial para crescer ainda mais.”

Planejamento

“Antes, eu queria fazer aqui uma homenagem ao Reynaldo Rocha, nosso querido Rey, jornalista Reynaldo, que por tantos anos liderou aqui essa Roda de Entrevistas. Deixo meu carinho à família dele toda, porque foi um grande amigo e um grande profissional do jornalismo. E aproveito também para prestar uma homenagem ao Isanulfo Cordeiro, que foi colega de vocês, meu assessor de imprensa e secretário de Assuntos Internacionais, que nos deixou na semana passada. É claro que algumas frustrações a gente tem ao longo do tempo. Por questões burocráticas, por limitações financeiras, por uma série de outras razões. Uma delas é por não ter conseguido levar adiante o projeto do VLT de Goiânia. Nós tentamos várias vezes, não tivemos recursos federais quando era necessário. Agora, mais recentemente, nós fizemos a PPP para a construção, veio esse problema todo da Lava Jato com a construtora que ganhou a licitação aqui em Goiás e eu resolvi, por prudência, e até por falta de recursos, parar esse projeto. Mas no futuro ele terá de ser feito, porque isso representaria uma modernização muito grande no transporte de Goiânia. Uma outra, que eu não diria nem frustração, até porque nós temos um bom planejamento, e estamos com todas as diretrizes já organizadas, é a questão do avanço na área do sistema prisional. Nós temos hoje todo um planejamento regional, nós já temos fontes de recursos para construir módulos de respeito nas cidades do interior, dois presídios de segurança máxima. De qualquer maneira, nós começamos a inaugurar agora já alguns presídios. Vamos inaugurar o de Anápolis e o de Formosa em janeiro e fevereiro, vamos inaugurar outros três que estão em construção. Há todo um planejamento. Mas essa é uma área muito complicada e eu gostaria de ter avançado mais. De qualquer maneira, todas as condições estão postas, para que nessa área também a gente possa ter avanços muito significativos.”

Indicadores fiscais e econômicos

“Olha, na segunda-feira agora eu vou fazer uma coletiva para apresentar os números, os indicadores fiscais e econômicos do Governo de Goiás relativamente ao exercício de 2017. Muita gente vai se surpreender. Nós vamos apresentar que, efetivamente, números que foram consolidados agora. Nós avançamos, felizmente, em todos os indicadores, principalmente no programa de ajuste fiscal, e a minha equipe econômica tem segurança de que nós vamos avançar este ano no rating (classificação de risco) do Estado e vamos avançar também em relação ao próprio ajuste. Exatamente pelo trabalho que nós fizemos desde 2015, mas sobretudo no ano passado. Para se ter uma idéia, vou dar aqui apenas um exemplo. Nós tínhamos previsto um superávit primário, aliás um primário, de R$ 200 e poucos milhões no ano passado. Em dezembro, eu fiquei um pouco preocupado, com a equipe econômica de que a gente pudesse ter déficit. E aí eu enviei um projeto de lei à Assembleia propondo um déficit de R$ 506 milhões nas contas do Estado, primário negativo. Para nossa surpresa, esse primário, que vai ser revelado na segunda-feira, superou os R$ 500 milhões positivamente. Então, contra números não pode haver contestação. Nós vamos enviar esses números ao Tesouro Nacional, que sempre vem aqui também pra checar, e vamos enviar para a imprensa nacional. Às vezes nos misturam no meio de outros estados, que estão numa situação muito diferente da nossa. Mas felizmente, a gente tem os números atualizados. Isso eu vou mostrar, com toda a equipe econômica, na segunda feira”.

Providências nacionais quanto à política de Segurança Pública

“Esse debate não está sendo tratado por mim agora. Eu liderei os governadores ao longo desses últimos sete anos e nos meus outros anos como governador, nessa discussão em relação a mudanças que precisam ser feitas urgentemente na constituição e na legislação tendo em vista o combate ao crime organizado que se disseminou no País inteiro. A guerra das facções, Comando Vermelho, PCC e a necessidade que a gente tem de providências nacionais, coordenação nacional em relação a essas políticas de segurança pública. Eu vou começar pela polícia de fronteiras. O Brasil faz fronteira com doze países, temos milhares de quilômetros de fronteiras abertas. Não temos vigilância à altura do que acontece nas fronteiras. Vou dar um exemplo do que aconteceu ontem. Um sargento do Exército Brasileiro foi preso trazendo 19 fuzis de grosso calibre, 41 pistolas de uso restrito, 82 carregadores de pistola, 39 carregadores de fuzil, 59 tabletes de pasta base e grande quantidade de munições. Isso acontece porque as nossas fronteiras com o Paraguai, com a Bolívia, Colômbia e com outros países ficam escancaradas. Eu tenho defendido que haja uma integração entre Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Policias Estaduais e principalmente as Forças Armadas para combater fortemente o ingresso de drogas e de armas contrabandeadas para o Brasil. A grande raiz do problema da insegurança é o contrabando de armas pesadas que vêm das fronteiras abertas e drogas. Mais de 90% dos crimes têm alguma correlação com o trafego de drogas. Esse é um problema. O outro é que o Governo Federal precisa ser o condutor de uma política planejada de segurança pública. E nós precisamos ter recursos federais. É preciso descentralizar dinheiro federal para a Segurança Pública. Isso precisa ser feito com mudança na Constituição. Hoje só os estados são responsáveis pela segurança dos cidadãos. A União cuida da PF, da PRF e das Forças Armadas. Policia Civil, Policia Militar, Técnica, Bombeiros, Científica, Sistema Prisional são todos de responsabilidade do Estado. E o Estado não suporta mais esse peso. Só para se ter uma ideia, aqui em Goiás em 2011 nós investimos 9,5% do orçamento com segurança e em 2017 foram mais de 14%. Um dado importante que precisa ser dito. De 2011 a 2017, o Governo de Goiás colocou no setor de segurança e prisional, 16,2 bilhões de reais. O governo Federal colocou R$ 150 milhões. Essa equação não fecha. São números que eu apresentei a ministra Cármen Lúcia, presidente do CNJ e do STF e ao ministro da Justiça com quem temos tido uma ótima relação. Aliás, eu disse a ele que o ministro Alexandre de Moraes, que agora é do STF, enquanto ministro da Justiça e eles foram os que mais enviaram recursos. Mas é preciso rever isso tudo. Eu sugeri inclusive ao ministro que o Governo Federal construa pelo menos um presídio de segurança máxima em cada estado para abrigar os presos federais. Aqui em Goiás nós temos entre 17 e 19 mil presos. Eu digo esses números porque no momento o judiciário está fazendo um levantamento aqui para saber quantos presos existem de fato. Mas temos cinco mil presos federais, que cometeram crimes de narcotráfico, transacionais, crimes de descaminho. São presos que deveriam estar em presídios nacionais e que estão aqui superlotando as nossas penitenciárias. De cinco presídios nós temos dois prontos, dois outros que estão com mais de 75% de obras executadas e um outro que está um pouco mais atrasado por conta da empresa construtora. Agora, esses presídios todos custam aproximadamente R$ 120 milhões. Metade foi de recursos do Governo Federal e metade de recursos nossos. Mas nós alocamos, numa parceria que estamos fazendo com o judiciário do Estado de Goiás, quase R$ 400 milhões para a construção de outros presídios, dentre eles a nova casa de Prisão Provisória. Estabelecemos com o Coronel Edson Costa, que é o novo diretor do Sistema Prisional, que em aproximadamente 30 dias nós vamos demolir a casa de Prisão Provisória, onde aconteceu a rebelião e vamos construir uma nova Casa de Prisão Provisória. E vários presos serão deslocados para outros presídios. Vamos especialmente trabalhar para dividir as facções. O comando das facções que atuam nos presídios vem de fora, de São Paulo e Rio de Janeiro. Elas acabaram se enraizando no País afora. Esses presos acabam fazendo algo cruel, que é tentar cooptar o criminoso de crimes comuns, de baixa periculosidade. Eles são obrigados a entrar para esses comandos sob pena de morrerem. É uma forma muito cruel o modo como eles administram essas situações. O certo era que esses criminosos do PCC e do CV fossem para presídios federais, porque, afinal de contas, todos eles cometeram crimes federais, crimes de tráfico de drogas, contrabando de armas. Não havendo isso, e nós temos insistido com o Governo Federal, nós vamos buscar as nossas soluções técnicas que já estão sendo providenciadas. Eu telefonei há dois dias à ministra Cármen Lúcia do STF. Tivemos uma longa conversa, e eu disse a ela que quando ela voltar aqui no dia 9, para uma nova reunião de avaliação, ela terá surpresas positivas. Porque nós já avançamos em muitas providências que foram tratadas por mim com ela, no Judiciário, Ministério Público, Defensoria, OAB quando da recente visita dela a Goiás”.

R$ 2 bilhões em obras

“Eu gosto de tudo muito organizado, muito planejado. Desde o final de dezembro eu estabeleci um cronograma e uma agenda que começou no dia 15 de janeiro e se encerra no dia 7 de abril, quando eu deixo o governo. Essa agenda terá prosseguimento com o governador José Eliton até o dia 30 de junho, que é o prazo estipulado pela legislação eleitoral para inaugurar obras. Nós já estamos tendo inaugurações todos os dias, exceto domingos e feriados, em todos os cantos do Estado. Nós já inauguramos essa semana duas obras na área da saúde; estamos inaugurando três obras na área de infraestrutura, e daqui a pouco eu vou inaugurar uma obra de atendimento ao menor infrator. Nós vamos superar, com certeza, R$ 2 bilhões em obras entregues à população que visam, em todos os sentido, melhorar a qualidade de vida das pessoas. Nós temos cerca de vinte e poucas Escolas Padrão Século XXI que serão entregues, temos vários equipamentos na área de saúde, vários presídios e equipamentos na área de segurança, na área do menor infrator, muitas obras na área de infraestrutura, cultura, saneamento básico. Eu estou satisfeito porque nós fizemos um planejamento no ano passado, após a crise, criando o Goiás na Frente, nós estamos agora na fase das entregas, num momento em que o Brasil está mergulhado numa crise muito forte ainda. E ainda teremos centenas de obras em convênios com as prefeituras, de todos os partido, sem distinção político-partidária. Aqui em Goiás as pessoas, muitas vezes, criticam, principalmente a oposição vazia, mas o fato é que em muitos estados não se consegue pagar 13º, salários, aposentados, escolas fecham, universidades e hospitais. Aqui é o contrário. O governo está caminhando, e tudo está andando bem. Eu recebi ontem da professora Raquel Teixeira e nós vamos divulgar na próxima semana o resultado do Saego, que é avaliação estadual relativa a 2017. Nós melhoramos em todas as áreas da educação graças ao esforço da secretária que teve todo o meu apoio e o do vice-governador”.

Oposição 

“Oposição vazia é aquela oposição liderada por pessoas que só têm discurso, que só têm falácia, mentiras, promessas. Gente que já teve oportunidade de fazer e não fez nada pelo Estado. Esse desafio eu faço a qualquer um. Se quiser debater comigo em qualquer espaço eu estou à disposição para provar que essas pessoas nunca fizeram nada por Goiás e quando vão fazer críticas as fazem de forma leviana, infundada, mentirosas, sem nexo com a realidade. Ontem eu vi uma entrevista do Caiado dizendo que nós estávamos com o Hospital de Valparaíso de Goiás parado. A obra do Hospital de Valparaíso sequer foi iniciada. As pessoas fazem críticas nos meios de comunicação sem qualquer nexo com a realidade. Eu acho que a oposição em Goiás, tradicional e difícil de ser batida, porque eu enfrentei essa oposição cinco vezes, é o PMDB, hoje MDB, que é um partido capilarizado no Estado inteiro, tem lideranças fortes, tem candidatos fortes e eu não tenho dúvida de que o MDB continua sendo o partido mais difícil de ser enfrentado aqui no Estado”.

José Eliton 

“Ele é um candidato que está preparado e conhece como ninguém a máquina do governo, todos os desafios que temos e todas as possibilidades que temos também. Conhece os números fiscais, financeiros. Conhece todos os programas de governo e ajuda a coordenar esses programas. Está disposto, é jovem. Eu diria que no nosso grupo ele representa a renovação porque ele entrou na política goiana em 2010. Ele está compondo uma aliança forte para as eleições e, é lógico, o problema do José Eliton é que ele não é conhecido. Se você faz uma pesquisa, no máximo 20% dos entrevistados dizem que conhecem ou já ouviram falar dele. Agora, na medida em que ele assume o governo e se torna conhecido e que as pessoas começam a experimentar o trabalho dele, eu não tenho dúvida de que ele vai crescer, vai chegar ao segundo turno e vai vencer as eleições”.

Previdência

“Esse é um assunto que divide opiniões porque há muita desinformação. Hoje, o que acontece, é que a Previdência paga salários muito altos aos mais ricos, e paga salários muito baixos aos trabalhadores comuns. O trabalhador comum da iniciativa privada ganha até R$ 5 mil aproximadamente. Os trabalhadores públicos ganham até o teto que é trinta e tantos mil reais. Muitas pessoas pobres, por falta de informação, acreditam que serão prejudicadas com a reforma. Essas pessoas é que serão beneficiadas. O que se pretende hoje é um reequilíbrio nas contas da União, dos estados e municípios pra que possa sobrar dinheiro para se investir em saúde, educação, segurança pública. O déficit da União é enorme por conta desse descompasso que existe. Por outro lado, a situação dos estados vai se agravando a cada ano. No ano passado o déficit da previdência em Goiás foi de 1 bilhão, 960 milhões de reais. Imagina se nós tivéssemos esse dinheiro para investir no social e nas mais diversas áreas mais importantes para a população? Esse dinheiro foi todo para pagar a previdência de todos os poderes, Executivo, Legislativo, Judiciário e Ministério Público. É preciso corrigir. Tem gente que está aposentando muito nova. Eu não estou dizendo que está errado, mas é preciso corrigir. A população está vivendo muito mais. A expectativa de vida já é de quase 80 anos. Se continuar desse jeito o Estado vai quebrar e não é porque faltou ação do governo ou responsabilidade. Quebra porque o déficit é tão grande que os estados não conseguem pagar, não conseguem fechar a conta. Isso aconteceu no Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro e está acontecendo em vários estados. Essa situação preocupa em todos os cantos. Nós tivemos um déficit da previdência em 2017 de quase R$ 2 bilhões. Se nós tivéssemos tido uma Reforma da Previdência nós teríamos esse dinheiro para investirmos ainda mais em saúde, segurança e educação”.

Saúde pública de Goiás 

“E por falar em saúde eu tenho muito orgulho do que fizemos nessa área. A saúde pública de Goiás é, hoje, a melhor do país. Nós temos cinco grandes hospitais de média e grande complexidade que têm o certificado de ONA 1, 2 ou 3, que é o grau máximo de excelência na gestão hospitalar e no atendimento à população, humanizado e de qualidade, com hospitais muito bem equipados. Nós conseguimos provar que a saúde pública tem jeito. Eu não estou fazendo propaganda enganosa. Basta ir ao Crer, que recentemente teve sua terceira etapa de ampliação inaugurada. Basta ir à Colônia Santa Marta, que hoje é o HDS; ou aqui no HDT, no Hugo, no HGG, no Hospital de Anápolis, de Trindade, de Aparecida de Goiânia, de Santa Helena. Nós conseguimos transformar nossa saúde numa referência nacional, assim como fizemos com a educação. E na segurança, muitas vezes as pessoas criticam o sistema prisional. Mas, porque é que temos muitos presos? É porque a polícia está agindo muito. A polícia está prendendo muito, a polícia nunca prendeu tanto como está prendendo agora. Nós tivemos um aumento superior a 60% da população carcerária. E aí é claro que os presídios vão inchando mesmo. É por isso que estamos construindo outros. A polícia de Goiás é a melhor remunerada do Brasil. Com a exceção de Brasília porque Brasília paga salários com dinheiro federal”.

Lei de Responsabilidade Fiscal

“Algumas pessoas falam que o Estado está passando por dificuldades ou que gasta muito com salários. É claro que é preciso ter um cuidado especial com a Lei de Responsabilidade Fiscal. Ninguém pode gastar mais do que arrecada e se eu gasto mais que a LRF eu não posso sequer ser candidato, eu fico impedido por crime de improbidade, de responsabilidade, mas é preciso valorizar também os servidores. Nós criamos agora o vale-alimentação para quem ganha até R$ 5 mil, criamos o vale-alimentação para a educação e procuramos valorizar todos os servidores para que eles se sintam estimulados e trabalhem para valer. Se a nossa polícia prende muito aqui é porque ela se sente estimulada pelo salário que pagamos e pelo respeito que temos com ela. E os nossos profissionais de saúde atendem bem nos hospitais pelo mesmo motivo. A mesma coisa acontece na educação”.

 

Presidência do PSDB

“Eu sou preparado para assumir a presidência do PSDB tão logo eu seja convocado. Eu não queria agora enquanto sou governador, senão isso prejudicaria um pouco o meu trabalho aqui. Mas saindo do governo estarei preparado para assumir essa missão. Acho que não haverá prejuízo, na medida em que o PSDB foi fiador do impeachment do governo do PT. Participou do impeachment com um objetivo: ajudar o governo federal a fazer as reformas e a retomar o crescimento econômico. E isso aconteceu. Muitas reformas foram feitas em um curto espaço de tempo. Os governos estaduais foram muito apoiados pelo governo federal, principalmente na renegociação de dívidas, e a agenda econômica liderada pelo ministro Meirelles foi muito boa. A inflação estava a 10%, caiu a 2,%; a taxa básica de juros selic de 15 caiu para 7,5%; os empregos começaram a aparecer. Aqui em Goiás mesmo nós tivemos 80 mil empregos de saldo positivo, depois dessa crise enorme que aconteceu no Brasil. E o PIB começa também a dar sinais de crescimento. Eu diria que era importante, que era uma questão de responsabilidade. Uma coisa é fazer uma agenda populista, demagógica, de faz de conta apenas para fazer média. Outra coisa é a responsabilidade. A gente tem de enfrentar desafios mesmo quando há desgaste”.

Partido

“Os partidos nunca tiveram tanta expressão ou força no País, embora isso devesse acontecer como acontece nos outros países, onde são muito fortes. Aqui no Brasil é diferente. Na minha opinião, não adianta ficar mudando nome de sigla. O que vai valer é o comportamento de quem está dentro dessas siglas. São as pessoas que compõem esses partidos. O povo vai avaliar ao final qual é o comportamento de cada indivíduo que compõe o partido, independentemente de mudar de partido ou sigla, porque as pessoas também não gostam que os políticos fiquem mudando de partido igual coelho muda de horta. Isso precisa ser bem pensado, senão o tiro sai pela culatra”.

 

Arrependimento

“Ter apoiado o meu sucessor em 2006”.

Legado

“Uma agenda de modernização e transformações que aconteceram em Goiás nos últimos anos. O Goiás do Tempo Novo de 1998 é o novo Goiás em 2018”.

Mensagem aos goianos

“De otimismo. De perseverança. De esperança e fé. A gente precisa enfrentar os desafios. Todo mundo hoje xinga os políticos, reclama dos políticos, mas é preciso entender que os políticos vão continuar, que o Congresso vai ser preenchido por pessoas que vão ser eleitas, e que são políticos; que os governos vão ser governados por políticos. Então é preciso buscar escolher os melhores quadros, as pessoas que sejam mais competentes, se livrando do extremismo, da intolerância, mas buscando políticos que apostem no diálogo, na paz, na eficiência na gestão”>

Esperança

“A esperança de que o Brasil possa cumprir o seu papel de grande nação no mundo. Grande produtor de alimentos, grade produtor industrial, grande produtor de matérias-primas. Um país que tem um potencial enorme, de pessoas que às vezes estão adormecidas nas periferias das cidades sem oportunidades. Uma esperança que o Brasil dê oportunidades, principalmente para os mais pobres, para que eles possam ter a verdadeira democratização de oportunidades. E esse país possa cumprir o seu papel no conserto dos Brics, no conserto internacional. Realmente prosperando, se desenvolvendo, dando oportunidades, combatendo desigualdades para ser realmente uma nação próspera e justa. Nós temos tudo para isso. O povo brasileiro é extraordinário. O que precisamos é consertar as lideranças que dirigem as instituições brasileiras”.

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