Marconi diz que “não pode haver saída irresponsável” para crise política

Em entrevista, o governador de Goiás também comentou possível desembarque do PSDB da base aliada do governo Temer e lamentou reflexos negativos na economia

O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), afirmou em entrevista no último sábado (21/5) que o Brasil precisa se unir em torno da construção da melhor saída para a crise política, de forma a garantir a continuidade das reformas e do processo de retomada do crescimento econômico. “Não pode haver saída irresponsável”, disse Marconi.

“O que nós temos que ter agora é sabedoria, equilíbrio, maturidade para nos unirmos em favor do Brasil. Não adianta a ficar brigando com um ou outro. É preciso nos juntarmos para ver o que é o melhor para o Brasil. Não pode haver saída irresponsável”, disse o governador. “Nós também não podemos também apostar numa experiência nova. Nós temos que ter uma condução extremamente equilibrada para que o Brasil possa sair desse momento agora e voltar àquele status que estava nos conduzindo para um porto seguro”, ponderou.

Ele lamentou ainda que a crise política tenha estourado num momento em que, segundo ele, “o Brasil estava começando a decolar”. “A equipe econômica que nós temos no Brasil hoje é a melhor equipe econômica que nós já tivemos no governo. As coisas estão indo bem, as reformas estão muito bem encaminhadas. Eu acho que, mais do que nunca, nós, brasileiros, especialmente aqueles que têm responsabilidade pública, temos que estar juntos discutindo, refletindo e pensando sobre o que é melhor para o Brasil daqui para frente”, disse o governador.

Marconi lembrou que, até a eclosão da crise, “a inflação tinha caído de 10% para 4%, o PIB estava com tudo para crescer 3% depois de dois anos, quase três anos de queda, os juros caíram de 15% para 11%, o dólar tinha caído para R$ 3,00, depois voltou a crescer por conta da crise”.

Sobre a possibilidade de seu partido, o PSDB, sair da base aliada do governo Temer, o governador disse que a decisão só será tomada após profunda avaliação.

“Algumas pessoas do PSDB defendem o desembarque, outras acham que é preciso ver o que fazer para que a gente não desencaminhe o que já está bem encaminhado na economia”. “Enfim”, completou, “é uma situação delicada e, mais do que nunca, nós temos que conversar muito e pensar no que é melhor para a nação”.

 

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