Marconi anuncia projeto para ampliar parque industrial de Anápolis

Em reunião com Associação Comercial e Industrial de Anápolis, governador falou sobre a viabilização de novos distritos industriais no município

Foto: Eduardo Junior Ferreira /Gabinete de Imprensa

Foto: Eduardo Junior Ferreira /Gabinete de Imprensa

O governador Marconi Perillo (PSDB) visitou nesta sexta-feira (9/9) a Associação Comercial e Industrial de Anápolis (Acia) e discutiu com os empresários anapolinos um projeto em estudos no governo para ampliar o parque industrial de Anápolis.

Município de 400 mil habitantes, dono de um dos parques industriais mais sólidos do Brasil e estrategicamente instalado no segundo maior corredor de investimentos do País, trecho Goiânia-Brasília, Anápolis tem desafiado os indicadores que apontam para a desaceleração da economia brasileira.

Durante reunião nesta sexta, o presidente da Acia, Anastacios Apostolos Dagios, demonstrou ao governador Marconi Perillo o quanto o município pode crescer e se desenvolver se tiver sua infraestrutura industrial ampliada. O encontro foi rápido. Ocorreu em menos de uma hora, na sede da ACIA, reunindo também o Fórum Empresarial e lideranças políticas. Tempo suficiente para que Anastacios Dagios informasse que há uma lista de espera de empreendimentos que pretendem se instalar no município. E o que falta é espaço.

Pensando na necessidade urgente de implementar medidas que resolvam o problema, a Acia lançou, no primeiro semestre deste ano, o projeto “Anápolis Global” que visa atrair o empresário e ajudá-lo a instalar seu empreendimento, facilitando as negociações com todas as áreas municipais e estaduais. A carência de espaços para a instalação de novas indústrias em Anápolis tem sido tema de reuniões constantes entre os empresários e os órgãos do Governo do Estado.

“Nós temos conversado muito sobre a necessidade de ampliar o Distrito Industrial de Anápolis. Já encontramos o caminho para que o governo do Estado ajude a viabilizar os novos distritos industriais. Acertamos que o empreendedor privado, que tenha o seu terreno, fará uma parceria com a Codego (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás) e a Secretaria da Fazenda para viabilizar Tares (Termos de Acordo de Regime Especial)”, disse o governador.

De acordo com o projeto do governo, o empreendedor vai adquirir o terreno e assinar com o governo do Estado um Tare para que, quando a indústria tiver em operação e recolhendo imposto, ele possa descontar em parcelas o valor pago pela área até que tenha ressarcido todo o investimento realizado.

“Esta é uma medida inteligente que nós desenhamos para que possamos facilitar a consolidação de novos distritos industriais em Anápolis. O governo deixará de receber parte do ICMS para que o empresário tenha o terreno inteiramente pago pelos cofres públicos”, reiterou. O projeto já existe e está na Casa Civil para ser enviado à Assembleia Legislativa.

Anastacios Dagios solicitou ainda ao governador que parte da Plataforma Logística que já está com uma infraestrutura pronta, de fácil adequação, seja usada para atração de algumas das empresas que estão na fila, querendo se instalar em Anápolis.

“Nós sabemos das dificuldades vividas pelo senhor durante essa crise. Temos consciência da luta desempenhada pelo governo para superar os obstáculos. Neste ano, o Estado que mais gerou empregos foi Goiás. Isso não foi de graça. Nós sabemos que o senhor tem algumas limitações orçamentárias. Mas, dentro desse ambiente, a nossa sugestão é factível”, declarou o presidente da Acia.

Marconi disse que solicitará estudos da Secretaria de Desenvolvimento sobre a possibilidade de atender a solicitação. Informou, porém, que o Estado detém estudo adiantado para terceirizar todo o complexo, incluindo o aeroporto que será concluído até o ano que vem. No momento, o governo trabalha na construção dos terminais de embarque e desembarque e, em breve, começará a instalação de uma segunda capa asfáltica na pista já pronta para que todos os tipos de aviões de carga possam descer no aeroporto.

Faltam ainda investimentos de aproximadamente R$ 40 milhões. Para este ano, o governo já viabilizou R$ 30 milhões para a sequência da obra. Os R$ 10 milhões restantes já estão garantidos para o orçamento do ano que vem.

 

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