Marconi afirma que vai estreitar cada vez mais contato com internautas

Ele realizou a 26ª edição do Governador Responde e debateu temas como Previdência, incentivos fiscais e o programa Goiás na Frente

Marconi Perillo durante gravação do 26º Governador Responde | Foto: Henrique Luiz / GovGO

Após realizar no domingo (9/4) o primeiro bate-papo ao vivo com internautas com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), cuja repercussão movimentou as redes sociais e a imprensa, o governador goiano Marconi Perillo (PSDB) promoveu, nesta segunda-feira (10), a 26ª edição do programa Governador Responde. Ele respondeu a perguntas sobre reforma da previdência, programa Goiás na Frente, convalidação dos incentivos fiscais e atuação nas redes sociais, dentre outras.

Sobre o bate-papo com Alckmin, Marconi afirmou que partiu dele a iniciativa de convidar o governador de São Paulo para conversar com os internautas, e ressaltou que “valoriza muito o diálogo e a prestação de contas”. Lembrou que o bate-papo nas redes sociais começou em sua campanha de 2014, e depois passou a ser realizado com frequência.

“Acho que foi muito bacana o bate-apo com o governador Geraldo Alckmin, porque tivemos a oportunidade de falar sobre vários assuntos. Foi um bate-papo bastante sincero, onde nós abordamos temas que precisam ter a coragem dos governantes para enfrentá-los”, disse.

Marconi anunciou o que chamou de recorde histórico nas exportações e no saldo da balança comercial de Goiás no primeiro trimestre deste ano. Segundo ele, os três primeiros meses registraram 1,8 bilhão de dólares de produtos exportados, resultando em um superávit de cerca de US$ 500 milhões.

Ele também reiterou o discurso realizado junto ao governador Alckmin sobre a Reforma da Previdência. Pontuou que há uma discrepância muito grande no sistema quanto às regras para os servidores públicos e os da iniciativa privada. “É preciso ter um equilíbrio. A Reforma da Previdência não vai prejudicar quem ganha pouco. Ela vai colocar um limite em relação aos que ganham mais”, observou.

“O governo tem que arcar com limite de R$ 5 mil por mês e a diferença tem que ser paga por meio de planos privados. Isso acontece no mundo todo. Por outro lado, as pessoas estão vivendo mais. Os desembargadores se aposentam com 75 anos, e tem pessoas que querem se aposentar com menos de 50 anos. Então essas coisas precisam ser vistas sob pena de pessoas não receberem seus direitos. É muito triste ver o aposentado que ganha pouco, por exemplo, não recebendo sua aposentadoria, e ficar sem condições de comprar alimentos ou remédios para sua sobrevivência”, completou.

Questionado sobre a reunião com a presidente no BNDES na semana passada para tratar da construção do contorno viário de Goiânia na BR-153, Marconi disse que trata-se de uma questão que o preocupa muito, e esclareceu que a informação dada pela presidente do BNDES, Maria Sílvia Bastos Marques, é de que a empresa que ganhou a concessão para fazer a obra não tem condições de tomar empréstimo para fazê-la. Portanto, será necessário encontrar outro caminho.

Sobre o programa Goiás na Frente, disse ainda que o projeto já começou de verdade, com empresas que estão se movimentando e desenvolvendo as obras. “Estamos apenas em alguns casos aguardando passar o período das chuvas para não desperdiçar dinheiro”, ponderou.

Indagado sobre a necessidade de manutenção dos incentivos fiscais, ressaltou que Goiás, Pernambuco, Espírito Santo, Santa Catarina e Mato Grosso e Mato Grosso do Sul só tiveram condições de atrair indústrias graças aos incentivos fiscais. “Os programas Produzir e Fomentar foram fundamentais para que agregássemos valor às nossas matérias-primas e diversificar nossos produtos. Hoje temos quatro montadoras, três de veículos e uma de máquinas. Temos dezenas de indústrias de medicamentos e outras indústrias. Isso só foi possível graças à arrojada política de incentivos fiscais”, declarou. (Com informações do Gabinete de Imprensa do Governador de Goiás)

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