Devido à “crise nacional”, Marconi afirma que próximos anos serão mais difíceis

Destacando que mau momento econômico afetará estados e municípios, tucano sustenta que gestão deverá ser rígida para manter serviços de qualidade 

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Em evento de agradecimento à base aliada e outros partidos da oposição que o apoiaram nas eleições deste ano, o governador de Goiás reeleito Marconi Perillo (PSDB) destacou, nesta terça-feira (4/10), na Mansão Cristal, dificuldades que o Estado poderá passar devido à uma “crise nacional”.

O tucano afirmou que mesmo com o Brasil não tendo índices de crescimento, Goiás consegue avançar 2%. “Mas nós poderíamos crescer 8%, 10%, 12%”, garantiu. De acordo com ele, as dificuldades em nível nacional já são grandes e serão maiores. “Quanto maiores os problemas nacionais, pior para os prefeitos e governadores”, disse.

Dizendo não torcer contra o Brasil – mesmo com Dilma Rousseff, do PT, reeleita, e não Aécio Neves, do PSDB -, Marconi explicou que sempre que há crise no País, há a necessidade de “arrochar o cinto aqui também”. “Nós vamos ter que fazer uma gestão austera, com reformas e várias mudanças, para que a gente possa continuar entregando um serviço de qualidade”. E completou: “coragem não me falta para enfrentar problemas”.

O tucano afirmou que o desafio do momento atual é preocupante, mas não maior que o que enfrentou em 1999 ou em 2011, quando assumiu seu primeiro e terceiro mandato, respectivamente. “É bom que os prefeitos me ouçam: vamos enfrentar muitas dificuldades nos anos vindouros”, alertou.

Ainda sobre a gestão nacional, Marconi mencionou que conversou com o senador eleito por São Paulo, José Serra (PSDB), quando o político esteve em Anápolis no último mês.

Segundo Marconi, o ex-governador de São Paulo disse que estava esperando para ver no “colo” de quem iria cair a bomba.”E a bomba, segundo ele, estourou no colo da Dilma. E no colo também dos governos estaduais, municipais e dos parlamentares, que serão responsáveis pela aprovação de medidas importantes para que possamos enfrentar os desafios”, completou, referindo-se a possíveis ações para controlar a economia nacional.

Em Goiás, o governador garante que foi possível realizar mudanças positivas em todas as áreas de prioridade. “Demos um encaminhamento para a Saúde, Educação; conseguimos avançar no que foi possível na Segurança; organizamos as estradas e vamos continuar melhorando”, sustentou.

“Eu não gosto de ser pressionado. Tudo tem seu tempo”

Ao falar diretamente aos prefeitos, Marconi reafirmou seu compromisso com todos dizendo que manterá a linha do seu governo que classificou como “municipalista”, mas disse: “Quero deixar claro que conversarei com todos da minha base de acordo com as minhas possibilidades, mas eu não gosto de ser pressionado. Tudo tem seu tempo”, e completou: “Eu sou bom demais, mas não adianta esticar a corda – esticou a corda, arrebentou na certa.”

O tucano pontuou ainda – referindo-se, provavelmente, aos cargos do próximo governo – que será justo com todos. “Mas quem começar a achar que está muito perto de mim vai ser o último a ser chamado. E eu estou dizendo isso com toda sinceridade”, asseverou lembrando que não é “marinheiro de primeira viagem”.

“Não é a primeira eleição nem o primeiro governo, e eu sei da responsabilidade de alguém que tem compromisso de continuar transformando Goiás”, concluiu.

Internet

Em seu discurso, Marconi exaltou o papel da internet na campanha, dizendo que a existência de um canal direto com a população é importante. “Quando há algum tipo de má-vontade da imprensa em divulgar o que fazemos, temos as redes sociais. Eu tenho mais de 100 mil seguidores”, comemorou. O governador acentuou que pretende continuar essa comunicação com os goianos no ritmo de campanha. “Vamos manter o diálogo”, completou.

Marconi ainda disse ainda que a internet propiciou o debate profundo de diversos assuntos com a população. “A democracia não é algo uno, é plural. Vence quem convence mais gente, quem tem o respeito de mais pessoas. E depois, cabe a quem ganhou unir a sociedade, governar para o povo todo, que é o que sempre fiz e o que vamos fazer agora”, arrematou o tucano.

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