Marco Feliciano pode ser afastado da liderança do PSC após denúncia de tentativa de estupro

Partido abriu comissão interna para avaliar situação do deputado alvo de denúncia de agressão, assédio sexual e tentativa de estupro

O deputado Marco Feliciano (PSC-SP) deve ser afastado da liderança do Partido Social Cristão na Câmara Federal até que seja esclarecida polêmica a denúncia de tentativa de estupro, protocolada contra o pastor por uma militante do partido.

O conselho de ética do PSC deve anunciar a decisão de afastamento ainda nesta terça-feira (9/8), diz a Coluna Estadão, do jornal O Estado de São Paulo. No início da polêmica, ainda na semana passada, a Direção Nacional do partido, presidido pelo Pastor Everaldo, anunciou que criaria uma comissão interna, composta por membros da executiva nacional, do PSC Mulher e do PSC Jovem para analisar o posicionamento do partido em relação à polêmica.

Na segunda-feira (8/8), a jornalista Patrícia Lelis registrou boletim de ocorrência na noite do último domingo (7/8), em Brasília, contra o deputado Marco Feliciano por tentativa de estupro, assédio sexual e agressão.

O caso

A agressão teria acontecido no apartamento funcional de Feliciano, na Asa Norte de Brasília (DF). No dia 15 de junho, a suposta vítima afirma que levou um soco na boca, puxões pelo braço, após ter negado a proposta para ser amante (com alto salário e cargo comissionado no PSC) do deputado-pastor.

Ela conta que, após agredí-la, Feliciano tentou beijá-la e a arrastou para o quarto até que uma mulher tocou a campanhia e as agressões se cessaram. “Ele estava diferente, com os olhos vermelhos. Ele queria que eu terminasse com meu namorado e ficasse com ele”, afirmou à Coluna Esplanada, que divulgou o caso.

A jovem decidiu denunciar o caso há algumas semanas, mas houve idas e vindas por parte da suposta vítima. Por meio de vídeos, ela desmentiu a história, mas acabou mantendo a versão que confirma a agressão.

Marco Feliciano, por sua vez, diz ser alvo de ataques pessoais, promete apresentar provas de sua inocência e defende que Patrícia Lélis seja responsabilizada por falsa comunicação de crime. “Quero dizer que embora esteja com o coração machucado, com minha família toda sofrendo, não vou julgar essa moça. Espero que Deus perdoe ela (sic) embora espere que ela seja responsabilizada pela falsa comunicação do crime”, afirmou em vídeo postado ao lado da esposa.

 

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