Familiares de mulheres assassinadas em Goiânia organizam protesto para este sábado

Somente em 2014 a SSP-GO registrou 45 homicídios contra mulheres, e já se fala em  feminicídio. Ao menos 13 crimes contra mulheres ainda não foram esclarecidos

Os familiares das mulheres assassinadas em circunstâncias semelhantes na capital realizam na tarde do próximo sábado (30/8) um protesto pedindo às autoridades celeridade nos esclarecimentos dos casos e justiça. “Na manifestação vamos pedir socorro por todas as pessoas que tiveram suas vidas interrompidas brutalmente e exigiremos mais ações que venham coibir a prática criminosa em nosso país”, disse a policial civil Lívia Fiori, irmã da assessora parlamentar Ana Maria Victor Duarte.

Nas últimas semanas, os crimes contra mulheres em Goiânia ganharam repercussão na mídia nacional e, geralmente, são descritos como feminicídio. A polêmica de um suposto assassino em série, que atua de forma parecida nas ruas da capital, iniciou no dia 19 de janeiro deste ano com a morte de Beatriz Oliveira, de 23 anos, no Setor Nova Suíça. Normalmente o criminoso se aproxima da vítima, anuncia o assalto e atira. Um detalhe chama a atenção dos investigadores: o assassino vai embora sem levar nada.

O número de mulheres vítimas desse suposto serial killer aumentou no começo deste mês com a morte de Ana Lídia, de 14 anos, executada por um homem enquanto esperava um ônibus no Setor Cidade Jardim. Entre Beatriz Oliveira e Ana Lídia, a sociedade goianiense acompanhou 13 execuções de mulheres, com idades que variam de 14 a 26 anos, que ainda não foram elucidados pela polícia.

No início deste mês ocorreu na Praça Cívica, região central da cidade, uma manifestação com cerca de 2 mil pessoas que também pediam elucidação nas mortes misteriosas de mulheres. O ato deste sábado será realizado no mesmo local, por volta das 16h.

O secretário de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO), Joaquim Mesquita, informou no dia 4 deste mês que existem linhas de investigações que apontavam para autores distintos na morte de mulheres. Os números dos sete primeiros meses de 2014 já se equiparam ao número contabilizado durante todo o ano passado, quando 46 mulheres foram vitimadas pela violência urbana.

Após o homicídio de Ana Lídia o governador Marconi Perillo (PSDB) determinou que a SSP-GO e a Delegacia Geral da Polícia Civil montassem uma força-tarefa para dar maior agilidade na explicação dos assassinatos contra mulheres em Goiânia. Cerca de 50 delegados e agentes do interior do Estado vieram para a capital para reforçar temporariamente as investigações de crimes na Grande Goiânia.

No dia 08 de agosto a Polícia Civil confirmou a prisão de um suspeito de assassinar mulheres. Segundo informações do superintendente de Polícia Judiciária da SSP-GO, Deusny Aparecido Silva, o suspeito negou o envolvimento em homicídios contra mulheres. Atualmente, as autoridades permanecem sem conceder qualquer detalhe sobre o avanço dessas investigações.

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