Manifestantes se reúnem nas principais capitais brasileiras pelo impeachment

Em algumas cidades, protestos já foram encerrados, com adesão máxima de 100 mil pessoas, em Brasília. Em outros estados, atos foram marcados para o período da tarde

Rio de Janeiro - Manifestação em Copacabana contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Rio de Janeiro – Manifestação em Copacabana contra a corrupção e pela saída da presidente Dilma Rousseff | Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil

Por todo o Brasil, manifestantes se reúnem neste domingo (13/3) para pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Vestidos com as cores da bandeira brasileira e pedindo a prisão de políticos principalmente do Partido dos Trabalhadores (PT), os participantes também manifestam apoio ao juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato.

No Rio de Janeiro, a manifestação reuniu menos participantes que o esperado: estiveram presentes cerca de 200 mil manifestantes. O ato, marcado para as 10h na Praia de Copacabana, ainda não se encerrou. Já em São Paulo, a manifestação teve início antes do horário marcado e manifestantes começam a ocupar a principal avenida da cidade, a Paulista.

Na capital mineira, Belo Horizonte, o senador Aécio Neves (PSDB) esteve presente defendendo o impeachment de Dilma. Segundo a Polícia Militar, 30 mil pessoas se reuniram no ato. Os organizadores falam em 40 mil.

Em Brasília, as manifestações já foram encerradas, com participação de cerca de 100 mil pessoas, que ocuparam a Esplanada dos Ministérios. Os manifestantes também já se dispersaram em Salvador, onde o ato reuniu 25 mil pessoas, segundo os organizadores, e 20 mil, segundo a Polícia Militar.

Enquanto em Salvador os deputados federais que tentaram fazer pronunciamentos em cima dos trios elétricos foram hostilizados e impedidos de falar, em Brasília, figuras como o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) foram ouvidos. No ato, Jair disse que a direita brasileira ganhará as eleições de 2018 e que Lula é um dos maiores bandidos do Brasil.

Além de Dilma e Lula, outros políticos, como Renan Calheiros (PMDB-AL), também foram criticados nas manifestações. Em Maceió, onde, segundo a Polícia Militar, 25 mil pessoas protestaram (os organizadores falam em 40 mil), o ato foi encerrado com um “apitaço” em frente a residência de Renan, atual presidente do Senado.

O menor número de manifestantes até o momento foi o de São Luís, capital do Maranhão, que reuniu cerca de 5 mil pessoas, de acordo com os organizadores. Para a Polícia, o número é menor, de 4 mil participantes. Em Belém, segundo os organizadores, 70 mil pessoas se reuniram para protestar. Na capital do Pará, os manifestantes levaram carretas com grades e a imagem de petistas atrás delas.

Por todo o país, camelôs vendiam bandeiras e bonecos do ex-presidente Lula e da presidente Dilma vestidos com roupa de presidiário, os populares Pixulekos. Em Brasília, também eram vendidas camisetas com o rosto de Jair Bolsonaro (PP-RJ), com os dizeres “Bolsonarianos”, comercializadas pelo grupo Movimento Liberdade Brasil.com.

O Jornal Opção acompanha as manifestações deste domingo em Goiânia, que se iniciam a partir das 14h na Praça Tamandaré.

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