Manifestantes acampam em frente à casa de Cunha e pedem impeachment de Dilma

Grupo protesta para que o presidente da Câmara dos Deputados coloque em pauta pedido de impeachment protocolado por movimento no dia 27 de maio

Manifestantes do Movimento Brasil Livre acampam em frente à residência oficial do presidente da Câmara dos Deputados e pedem votação do  impeachment  da presidenta Dilma Rousseff | Agência Brasil/Marcelo Camargo

Manifestantes do Movimento Brasil Livre acampam em frente à residência oficial do presidente da Câmara dos Deputados e pedem votação do impeachment da presidenta Dilma Rousseff | Agência Brasil/Marcelo Camargo

Integrantes do Movimento Brasil Livre estão acampados em frente à residência oficial do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Os manifestantes pedem que o deputado coloque em pauta os pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

O grupo protocolou um pedido de impeachment no dia 27 de maio. “Agora estamos aqui para exigir que ele coloque para votar esse pedido logo após o final do recesso [parlamentar]”, disse Fernando Silva, coordenador nacional do movimento. O recesso termina neste fim de semana.

Na manhã desta sexta-feira (31/7), quando Cunha deixou sua casa em direção ao aeroporto, os manifestantes gritaram: “Ô, Cunha, não me enrola, bota o impeachment para ela ir embora”.

Até o momento, foram protocolados 13 pedidos de impedimento na Câmara. Na semana passada, Eduardo Cunha pediu que os autores reformulassem os documentos de acordo com os requisitos do regimento da Câmara para que pudessem ser apreciados pela Mesa Diretora. Questionado sobre a devolução dos pedidos para correção dos erros, Cunha argumentou que fez o que entendeu que deveria ser feito. O deputado  já disse que, embora tenha anunciado o rompimento com o governo federal, analisará os pedidos com base em fundamentos legais.

Os cerca de 30 manifestantes estão se revezando em seis barracas e pretendem ficar acampados até a próxima terça-feira (4/8). “Conseguimos falar com ele [Eduardo Cunha] quarta -feira (29), quando ele deu justificativas de que está analisando todos os pedidos juridicamente. Mas queremos uma resposta mais enfática, uma resposta que satisfaça de fato a vontade das ruas”, disse Fernando Silva.

Ministros e líderes do governo têm dito que não existem razões para um possível impeachment da presidente. Em entrevistas anteriores, Dilma Rousseff disse que não teme o impeachment por entender que não há “base real” para um eventual processo. A presidente afirmou, ainda, considerar que o assunto tem caráter de luta política contra seu governo.

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Deolinda Taveira

Três gaiatos e o mala men da Nação?