Major Vitor Hugo fala sobre MP 870, Coaf, Rodrigo Maia e críticas

Página virada. Vamos caminhar juntos no sentido de aproximar a presidência do Legislativo para o bem do País”, afirmou sobre o presidente da Câmara

Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

A Medida Provisória 870 (MP 870), editada por Bolsonaro (PSL) no primeiro dia de governo, foi aprovada na quinta-feira, 24, por um placar apertado de 228 a 210. O texto agora segue para o Senado e deve ser votado na próxima semana. O texto, entre outras coisas, reduz os ministérios de 29 para 22. Segundo o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL), se trata de uma conquista corajosa do presidente.

“Maximizamos a capacidade do Estado de combater a corrupção, enxugamos a máquina pública”, disse o deputado federal, que lembrou, sem esconder certo desapontamento, que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), permanece no Ministério da Economia. “Tínhamos uma visão que seria melhor na Justiça, mas vamos criar algum mecanismo para que os dados sejam facilmente compartilhados”.

Vitor Hugo justificou que o ministro da Justiça Sérgio Moro acredita que na pasta dele seria mais fácil, uma vez que qualquer indício de crime poderia ser repassado mais facilmente aos órgãos responsáveis por dar encaminhamento ao processo penal. “Na Economia está um pouco mais longe, mas pode ser contornado”.

Relações

Questionado sobre as desavenças recentes com o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM), o major afirma tê-lo visitado também na quinta. “Página virada. Vamos caminhar juntos no sentido de aproximar o governo da presidência do Legislativo para o bem do País”, disse otimista.

Já sobre as afirmativas do deputado federal Marcelo Ramos (PR-AM), presidente da comissão especial da Reforma da Previdência, de que o governo não teria maioria para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), Major disse não saber o que motivou o colega. “É um deputado equilibrado e tem feito uma comissão muito profícua. Não entendi as críticas”, declarou.

O líder reforçou, ainda, que o governo tem trabalhado e que ele próprio tem levado deputados para conversar com o presidente. Ele lembra que Bolsonaro foi eleito apenas com duas siglas na coligação [PSL e PRTB] e que não fez loteamento nos ministérios, o que considera uma decisão acertada.

“A base não é pré-formatada. Agora é prematuro tratar de números, mas vou buscar uma interlocução junto ao Marcelo”, concluiu Vitor Hugo ao citar que os trabalhos ocorrem para que a Previdência seja votada ainda neste semestre. “Inclusive, o próprio Marcelo [trabalha nesse sentido]”.

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