A grande maioria (71,1%) dos solicitantes recorreram aos bancos ou financeiras. Já em 26,7% dos casos, as fontes foram parentes ou amigos

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Segundo dados levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio da PNAD Covid-19, 191 mil domicílios goianos solicitaram empréstimos desde o início da pandemia.

O dado representa 8,2% do total de domicílios em Goiás. Segundo o levantamento, dos 191 mil, 156 mil conseguiram os empréstimos solicitados, enquanto 35 mil não conseguiram.

A grande maioria dos solicitantes recorreram aos bancos ou financeiras. Em 111 mil domicílios, ou 71,1% do total, essas foram as fontes do empréstimo. Já em 26,7% dos casos, ou seja, 42 mil domicílios, as fontes foram parentes ou amigos.

A pesquisa averiguou, ainda, que 2,1 milhões de domicílios, ou seja, 91,8% dos domicílios goianos, não solicitaram empréstimos até o mês de agosto.

Trabalho

Em paralelo, os pesquisadores também registraram que o número de pessoas afastadas do trabalho apresentou uma nova queda no mês de agosto. Segundo o relatório, Goiás registrou 157 mil pessoas ocupadas que estavam afastadas do trabalho em julho devido ao distanciamento social, 321 mil pessoas a menos que o registrado em maio (479 mil).

Essa diferença significa, segundo o IBGE, que elas ou retornaram ao trabalho ou foram demitidas. Com isso, Goiás possui 5,1% pessoas ocupadas e afastadas do trabalho. Vale lembrar que o estado figura como o 10º com o menor número de pessoas nessas condições, ficando pouco acima da média brasileira que registrou 5,0%.

Outro dado importante estimado pelos pesquisadores diz respeito ao número de pessoas afastadas do trabalho durante a pandemia e que deixaram de receber remuneração.

Do total de 256 mil pessoas afastadas do trabalho no mês de agosto, 24,8%, ou seja, 64 mil pessoas, deixaram de receber remuneração. Esse número representa queda de 241 mil pessoas na comparação com maio (305 mil) e de 81 mil pessoas na comparação com julho (145 mil).

Goiás registrou percentual superior ao do país (23,7%), posicionando-se como o 12º estado com maior percentual de pessoas afastadas que deixaram de receber remuneração no país.