Maioria dos manifestantes tem curso superior e renda acima de três salários mínimos

Pesquisa divulgada nesta segunda-feira traça perfil de manifestante pró-impeachment

Foto: André Tambucci/ Fotos Públicas

Foto: André Tambucci/ Fotos Públicas

Pesquisa divulgada nesta segunda-feira (14/3) pelo site da revista “Veja” traça o perfil dos manifestantes que participaram do protesto contra o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) do último domingo (13), na Avenida Paulista, em São Paulo.

Conforme foi apurado, os manifestantes têm em média 44 anos e pouco mais de 82% estão na faculdade ou já têm curso superior e pós-graduação. Apenas 0,8% dos que foram para as ruas da capital paulista possuem escolaridade até a 4ª série do Ensino Fundamental, enquanto 15,5% tem o ensino médio completo ou incompleto.

Quanto à renda familiar mensal, o levantamento apontou que apenas 5,8% dos manifestantes recebem até R$ 1,5 mil, enquanto quase 70% têm rendimento superior a R$ 2.901. Destes, 20,5% apresentam renda familiar acima de R$ 14.501.

Do total de manifestantes, quase 60% são do sexo masculino e apenas 8,2% têm entre 16 e 25 anos de idade.

Para a pesquisa, a empresa Lean Survey entrevistou 380 pessoas entre 15h e 17h deste domingo. A margem de erro é de 5,03 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Uma resposta para “Maioria dos manifestantes tem curso superior e renda acima de três salários mínimos”

  1. Avatar Epaminondas disse:

    Nossa, se eu fosse mulher e solteira, iria para protesto só pra ver se descolava um partidão desses.

    Aaron Levenstein tem uma frase ótima sobre estatísticas: Que elas são como bikinis. O que mostram é sugestivo, mas escondem o crucial.

    Não sei se é meu próprio preconceito, mas vou expor uma ideia aqui: Os pesquisadores abordaram então muito mais gente com grau superior de educação e de renda alta. Mas me digam, quais dentro todos os perfis pesquisáveis existente, seriam mais abertos a participar de uma pesquisa? E por outro lado, quem os pesquisadores passariam a considerar que teria mais sucesso abordando: O sujeito que se encaixa nesta definição ou o marrento de 1º grau incompleto, que estava na avenida com uma buzina náutica gritando para executarem o Lula?

    Estou exagerando no esteriótipo, beirando ao preconceito, eu sei. Mas me parece ser muito mas fácil conduzir uma abordagem de pesquisa em gente com alto grau de instrução do que gente sem.

    Quer dizer que estou questionando o resultado da pesquisa? Estou, mas não ofereço nenhum resultado melhor. É provável que ela ainda, mesmo contaminada, ainda ofereça um perfil aproximado.

    E se realmente a maior parte das pessoas nos protestos eram de gente instruída (que, por consequência ou como causa, tenha alta renda)?

    Se você tem uma questão polarizada, você deveria tomar partido de quem tem alta instrução ou quem não? As pessoas acreditam numa certa honestidade nata em quem é duro de marré-marré. Lula foi eleito em cima desta ideia. Eu acredito que ainda possa haver boa vontade, mas isto não significa que isto traga sabedoria. Ou implique honestidade. Nem alta instrução, implica. Mas tende. Tenha certeza que tomaria partido de quem está mais bem informado do que quem está bem intencionado.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.