Maior custo: Energia elétrica consome 3,1% de despesa com habitação em Goiás

Mais índices apontam que no Estado, os gastos com aluguel ficou 2,1%, água e esgoto 1,5%, gás doméstico 0,8% e condomínio, 0,6%

Gastos com energia elétrica são maiores dentro de uma residência | Foto: divulgação

O encarecimento da energia elétrica pressionou os gastos das famílias brasileiras com habitação neste último ano. A Síntese de Indicadores Sociais levantou informações da Pesquisa de Orçamento Familiares (POF), e indicou que em Goiás, 3,1% dessas despesas eram com energia elétrica, chegando ao maior número entre todas as despesas domiciliares.

A despesa com aluguel ficou 2,1%, água e esgoto 1,5%, gás doméstico 0,8% e condomínio, 0,6%. No período em questão, 35,5% das pessoas relataram que a família atrasou o pagamento de contas de água, eletricidade ou gás e 12,2% relataram atraso no pagamento de aluguel ou prestação do imóvel.

A pesquisa também identificou quantas pessoas residem em domicílios com existência de problemas. Em Goiás, 34,7% (2,4 milhões) dos moradores relataram morar em domicílio com pouco espaço; 24,5% (1,7 milhão) disseram que a casa é escura, com pouca iluminação; 30,8% (2,1 milhões) relataram goteira no telhado; 33,5 (2,3 milhões) disseram ter umidade na fundação, paredes ou no chão e 22,2% (1,5 milhão) reportaram deterioração na madeira das janelas, portas ou assoalhos.

Demais fatores

Outros problemas referentes aos domicílios foram perguntados, como aqueles relacionados com a localização. No Estado, 24,7% (1,7 milhão de pessoas) disseram que o domicílio tem fumaça, mau cheiro, barulho ou outros problemas ambientais causados pelo trânsito ou indústria; 9,0% (616,7 mil pessoas) relataram que o domicílio fica próximo a rio, baía, lago, açude ou represa poluídos; 2,4% (162,3 mil pessoas) disseram que o domicílio fica localizado em área sujeita a inundação; e 1,5% (100,5 mil pessoas) responderam que o domicílio fica localizado em encosta ou área sujeita a deslizamento.

Sobre a avaliação das condições de moradia da sua família em relação aos serviços, 71,5% das pessoas residentes em Goiás revelaram que o fornecimento de energia elétrica é bom, enquanto apenas 46,0% disseram o mesmo sobre a iluminação da rua. A qualidade do serviço decai ainda mais quando o quesito é limpeza e manutenção da rua, com apenas 32,2% respondendo ser bom. Quando o quesito é transporte coletivo, apenas 18,9% avaliaram bem o serviço.

Sobre a satisfação da população com os serviços de saneamento básico, 68,3% responderam que o fornecimento de água é bom, 62,8% responderam o mesmo para a coleta de lixo. Por outro lado, apenas 36,6% avaliaram como “bom” o esgotamento sanitário e 40,1% também avaliaram como “bom” o escoamento da água da chuva. É possível observar que quase metade (48,8%) respondeu que não tem esgotamento sanitário no domicílio em Goiás.

No estado, 86,4% das pessoas residem em domicílios com pavimentação na rua de acesso e 88,8% disseram ter acesso ao serviço de entrega domiciliar de correspondência pelos correios. No Brasil, esses índices foram menores, 74,9% e 78,2%, respectivamente.

Em Goiás, 20,6% da população residem em domicílios alugados, segundo a POF 2017-2018. Desses, 68,9% residem em domicílios com contratos verbais de locação. No Brasil, ambos os percentuais são menores, com apenas 16,7% das pessoas residindo em domicílios alugados e 51,4% dessas com contratos verbais de locação. A pesquisa também perguntou sobre a avaliação do padrão de vida da sua família em relação às condições de moradia. Em Goiás, 62,8% avaliaram como boas as condições de moradia, 29,8% avaliaram como satisfatória e 7,3% avaliaram como ruim.

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