O ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro volta a comparecer nesta quarta-feira, 22, à Justiça dos Estados Unidos para uma audiência processual que deve definir os próximos passos da ação penal em que é acusado de narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e armas.

Preso desde janeiro deste ano após ser capturado por forças americanas durante uma operação em Caracas, Maduro permanece detido no Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn, em Nova York. Sua esposa, Cilia Flores, também foi presa na operação e responde às mesmas acusações. Ambos se declararam inocentes.

A audiência desta quarta não discutirá a culpa ou inocência do ex-presidente venezuelano. O objetivo é estabelecer o cronograma do processo, incluindo os prazos para apresentação de recursos e pedidos da defesa. A proposta apresentada em conjunto pelos advogados de Maduro e pelo Departamento de Justiça dos EUA prevê que o julgamento tenha início apenas em junho de 2027, mas a decisão final caberá ao juiz federal Alvin Hellerstein.

Segundo o cronograma sugerido, a defesa pretende apresentar, até setembro, um pedido para que a ação seja arquivada sob o argumento de que Maduro teria imunidade por ter exercido a chefia de Estado da Venezuela. Os advogados também devem questionar a legalidade da operação que resultou em sua captura.

Os promotores americanos acusam Maduro de utilizar sua posição no governo venezuelano para facilitar o envio de grandes carregamentos de cocaína aos Estados Unidos, em colaboração com integrantes das forças de segurança do país. Se condenado, ele poderá receber pena de prisão perpétua.

Desde a prisão de Maduro, a Venezuela passou a ser governada por Delcy Rodríguez, que ocupava o cargo de vice-presidente. Enquanto isso, o processo contra o ex-presidente é considerado um dos casos criminais internacionais de maior repercussão já conduzidos pela Justiça americana.

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