Madrasta de Isabella Nardoni disse que avô de criança orientou casal a simular acidente

A afirmação é de uma funcionária do sistema prisional de São Paulo, que disse ter conversado com Ana Jatobá

O caso de Isabella Nardoni ganhou novos fatos seis anos após a morte da criança. Uma funcionária do sistema prisional de São Paulo prestou depoimento no Ministério Público (MP) na última terça-feira (2/12), após garantir ter conversado com a madrasta de Isabella, Anna Carolina Jatobá. De acordo com a mulher, a madrasta afirmou que o sogro, avô de Isabella, Antônio Nardoni, também teve envolvimento no crime. A entrevista com a mulher foi exibida no último domingo (7) no programa de TV “Fantástico”.

Conforme a testemunha, Anna sustentou que o sogro orientou o casal a simular um acidente. Na época que o crime aconteceu, a Justiça autorizou a quebra do sigilo telefônico do casal, e comprovou-se que Anna e o sogro conversaram na noite da morte da Isabella, mas que teria sido após a criança ter sido jogada da janela. Ao “Fantástico”, o promotor Francisco Cembranelli disse que seria preciso investigar novamente para ver se o casal usou outro celular.

A testemunha afirmou que Anna estava sendo paga para ficar calada, dizendo que a condenada recebe produtos constantemente, como queijos e brincos, além de sustentar de dentro da prisão toda a família. Conforme a funcionária, até o colchão que Anna dorme foi presente do avô de Isabella.

Ainda segundo a funcionária, Anna também disse que bateu em Isabella no carro, quando voltavam no supermercado, mas que não queria que fosse tão grave. A madrasta afirmou também que não asfixiou a criança, conforme foi concluído nas investigações. Ana Jatobá e Alexandre Nardoni foram condenados em 2010 pela morte da filha de Alexandre. A menina, de apenas 5 anos, morreu após ser jogada pela janela do sexto andar do apartamento do casal. Alexandre foi sentenciado a 31 anos de prisão, enquanto sua esposa foi condenada a 26 anos.

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