Luziânia lidera ranking de municípios em que jovem está mais vulnerável à violência

Cidade foi classificada no índice de “Muito Alta Vulnerabilidade” e ocupa a 19ª posição no ranking nacional

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) divulgou nessa segunda-feira (11/12) o resultado de um estudo feito em 2015 sobre os índices de violência contra a juventude.

Os dados do Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência reforçam a constatação de que  as maiores vítimas da violência são os jovens de 15 a 29 anos, negros, moradores das periferias e das áreas metropolitanas dos grandes centros urbanos.

Em Goiás, estado considerado de média vulnerabilidade, o município onde o jovem negro está mais exposto à violência é Luziânia.  A cidade foi classificada no índice de “Muito Alta Vulnerabilidade” e ocupa a 19ª posição no ranking nacional.

Numa análise regional, o ranking dos municípios onde os jovens estão mais suscetíveis à violência e a desigualdade racial, traz ainda Trindade, Formosa, Novo Gama, Aparecida de Goiânia, Valparaíso, Águas Lindas de Goiás, Anápolis, Senador Canedo, Rio Verde, Itumbiara e Goiânia.

O dados foram coletados com base na análise das ocorrências de 2015. Através dos índices, os pesquisadores também concluíram que, em 26 das 27 unidades da federação, a taxa de homicídios é maior entre as mulheres negras nesta faixa etária do que entre as mulheres brancas.

Nacionalmente, o risco de uma jovem negra ser vítima de homicídio é 2,19 vezes maior do que o de uma jovem branca, mas em estados como o Rio Grande do Norte, o risco chega a ser 8,11 vezes maior.

Os pesquisadores também calcularam que, em 24 das 27 unidades da federação, as chances de um jovem negro morrer assassinado é maior que a de um jovem branco. As exceções são o Paraná, onde a taxa de mortalidade de jovens brancos é superior à de jovens negros; Tocantins, onde o risco é bastante próximo, e Roraima, que não registrou nenhuma morte de jovem branco no período analisado, o que impediu comparações.

A disparidade mais gritante foi registrada em Alagoas, onde um jovem negro tem 12,7 vezes mais chances de morrer assassinado do que um jovem branco. Em seguida aparece o Amapá, onde essa proporção é da ordem de 11,9 vezes. Na outra ponta da tabela, o risco relativo no Paraná e no Tocantins é de, respectivamente, 0,8 e 1,1 vez.

 

 

 

 

 

 

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