Lutamos bravamente para conquistar um merecidíssimo 4º lugar

Ganhamos, empatamos e perdemos jogos, mas afinal provamos: somos a 4ª melhor do mundo

Cezar Santos

Vou iniciar esta crônica com as mesmas palavras de uma anterior: Copa do Mundo é torneio para Brasil, Argentina, Alemanha, Itália e França. Aí podem vir, veja bem, podem vir, Holanda, França, Uruguai e uns “rebas” mais.

Só lembrando, reba é time ruim.

Aqui, deixo as palavras da crônica anterior.

Por que os nós torcedores esperávamos  mais do Brasil?

A resposta é: Ilusão.

Todo mundo — eu, você, sua mãe, amigo, tá bom, seu pai também — em maior ou menor grau, gosta de ser iludido.

Depois do chocolate amargo contra a Alemanha, o primeiro adversário do nível do Brasil, ficou claro que estamos deixando o grupo de elite.

Lembra lá em cima — Copa do Mundo é torneio para Brasil, Argentina, Alemanha, Itália e França.

Para não estender. Se o futebol brasileiro não começar agora a corrigir suas falhas, vai sair dessa elite. E virar timinho como Holanda, sim, Holanda, que hoje nos meteu três sem fazer muita força.

Jô, o substituto de Fred, disputa bola na melancólica derrota para a Holanda: nada a acrescentar ao titular | Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Jô, o substituto de Fred, disputa bola na melancólica derrota para a Holanda: nada a acrescentar ao titular | Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Holanda nunca foi seleção de chegada em Copa do Mundo. Só ameaça. Igualzinho agora. Ameaçou, coisa e tal. E ficou em 3º lugar.

A diferença é que agora a Holanda já ganha do Brasil para ficar em 3º, consequentemente, nos jogando para os quartos.

Fomos derrotados por três a zero. Placar justíssimo. E por assim dizer, foi bom que tenhamos tomado só três, já que havia caixa para mais.

Traduzindo: merecemos esse 4º lugar.

Esse título ninguém tira de nós: somos a 4ª melhor seleção de futebol do mundo.

Nossa seleção não aguentou a pressão psicológica de jogar em casa com a responsabilidade de ganhar.

Não tínhamos esquema tático.

Temos um dos melhores jogadores de meio de campo do mundo, Oscar. Mas não tivemos meio de campo.

Nem sequer preparo físico nós tivemos a altura, por exemplo, do time que nos surrou hoje.

Tínhamos treinador, mas não tínhamos técnico.

Tivemos defeitos extracampos que estão nos minando ao longo das últimas décadas: corrupção, CBF, Rede Globo vampirizando o calendário, imprensa sabuja, etc.

Sem delongas, estamos caminhando celeremente para nos tornamos um imenso Portugal, uma seleção abaixo do medíocre.

Uma última observação: o Brasil inteiro pedia a saída de Fred.

Saiu Fred.

O Brasil melhorou barbaridade. Não é, tchê?

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