Lupi manda recado à Tabata: quem receber aporte privado não poderá ser candidato pelo PDT

“Partido não dará legenda, nem a vereador, nem a deputado, a nenhum filiado do partido, que tenha financiamento clandestino”

O presidente do PDT nacional, Carlos Lupi, afirmou via Twitter que os membros de organização política que receberem financiamento privado não poderão mais ser candidatos pela sigla.

Esta citação serve diretamente à deputada federal Tabata Amaral (SP), que faz parte ao movimento de renovação política Acredita, que o presidente classifica como “clandestina”.

“O partido não dará legenda, nem a vereador, nem a deputado, a nenhum filiado do partido, que tenha financiamento clandestino. Financiamento patrocinado por organizações pessoais, privadas, particulares, de gente muito poderosa, que se utiliza de grupos para financiar e ter o voto dos parlamentares dentro da sigla do PDT”, afirmou Lupi ao O Globo.

Expulsão

Vale destacar que o também partido abriu, nesta terça, 17, processo interno contra a deputada federal Tabata Amaral e outros sete parlamentares. A ação, que suspendeu a atividade partidária dos parlamentares que votaram a favor da reforma da Previdência, pode gerar até a expulsão.

“Decidimos a abertura do processo pela Comissão de Ética para apurar os fatos, um descumprimento de uma decisão tomada democraticamente pelo partido (contra a reforma da Previdência), depois de mais de dez reuniões com a bancada, integrantes do partido. Também todos os oito parlamentares estão com as atividades partidárias, de representação na Câmara, suspensas. Nenhum desses oito pode falar em nome do partido, pode ter função em nome do partido”, explicitou.

Tabata Amaral, deputada federal do PDT | Foto: Assessoria do PDT

Lupi ainda afirmou que o partido sabia da necessidade de uma reforma da Previdência, mas não que prejudicasse os mais pobres. “Por que não taxaram os juros?”, questionou.

O próximo passo do processo é a defesa dos oito parlamentares e, posteriormente, o parecer do Conselho de Ética, que será levado à Executiva Nacional. Só aí será definida uma punição, que deve ocorrer até outubro, avaliou Lupi.

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