Ex-presidente afirmou que não tem problema ficar preso pelo resto da vida, pois “quem não dorme bem é Moro e Dallagnol”

Foto: Reprodução

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concedeu sua primeira entrevista, desde sua prisão, em abril de 2018, nesta sexta-feira, 26. Na ocasião, ele conversou com jornalistas do El País e do jornal Folha de S.Paulo. “Sei muito bem qual lugar que a história me reserva. E sei também quem estará na lixeira”, disse em um pequeno pronunciamento antes das perguntas.

“Vejo essa gente que me condenou na televisão, sabendo que eles são mentirosos, sabendo que eles forjaram uma história. Aquela história do powerpoint do Dallagnol, aquilo nem o bisneto dele vai acreditar naquilo. Esse messianismo ignorante, sabe? Então eu tenho muitos momentos de tristeza aqui. Mas o que me mantém vivo, e é isso que eles têm que saber, é que eu tenho um compromisso com este País, com este povo”.

Dificuldades

Vale pontuar, que o ex-presidente classifou como os piores momentos de sua estada na prisão, a morte do irmão Vavá, em janeiro deste ano, e do neto, Arthur, de sete anos, em março.

“O Vavá é como se fosse um pai para a família toda. E a morte do meu neto foi uma coisa que efetivamente…”, chorou. “Eu às vezes penso que seria tão mais fácil que eu tivesse morrido. Porque eu já vivi 73 anos, eu poderia morrer e deixar meu neto viver”.

O ex-presidente ainda afirmou que não tem problema em ficar preso para o resto da vida. Segundo ele, “quem não dorme bem é o Moro, Dallagnol e o juiz do TRF-4”.

(Com informações do El País)