Lula presta solidariedade a Ciro e Cid Gomes após ação da Polícia Federal

Presidenciável recebeu o apoio de Lula, Dilma e de correligionários que citam a “arbitrariedade” da polícia 

Em meio às discussões e disputas que antecipam às eleições de 2022, os pré-candidatos Lula (PT) e Ciro Gomes (PDT) deram uma trégua nesta quarta-feira, 15, após a Polícia Federal (PF) cumprir 14 mandados de busca e apreensão nos imóveis de Ciro e do irmão dele, o senador Cid Gomes (PDT), por supostas fraudes licitatórias nas obras do estádio Castelão, em Fortaleza.  

A pequena trégua foi em forma de solidariedade entre o petista e o pedetista, após manifestação de solidariedade de Lula para com os pedetistas. O petista afirmou que a ação foi uma “invasão” que ocorreu sem necessidade, sem intimação e sem considerar a trajetória de vida idônea dos dois. “Eles merecem ser respeitados”, acrescentou o petista.  

O pedetista agradeceu a ação de Lula e disse que o Estado Policial do presidente Jair Bolsonaro (PL) é uma ameaça à democracia e aos democratas. “Me considero na obrigação de dar todos os esclarecimentos necessários, em respeito ao povo brasileiro”, argumentou o presidenciável.  

Além de Lula, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) – com quem Ciro teve um atrito no último mês; o senador Randolfe Rodrigues (Rede); o governador do Ceará, Camilo Santana (PT); o presidente do PDT, Carlos Lupi; e o deputado federal Túlio Gadelha (PDT-PE), se pronunciaram a favor de Ciro Gomes, condenando a ação da polícia que segundo eles foi “arbitrária” e de perseguição política.  

“Minha solidariedade ao senador Cid Gomes e ao pré-candidato Ciro Gomes. Suas casas foram invadidas, sem terem sido sequer intimados a depor. Como cidadãos brasileiros, merecem ser tratados com o respeito às leis vigentes ao país. Repudio o arbítrio e a perseguição a eles”, publicou a ex-presidente.  

Mais cedo, o pedetista condenou as ações e os 14 mandados de busca e apreensão nas suas residências e de seus irmãos, Cid e Lúcio Gomes. Segundo ele, as ações vão contra o Estado Democrático, porque as ações da Polícia Federal aconteceram por subordinação ao presidente, com uma ordem judicial abusiva de busca e apreensão.  

“Não tenho dúvida que Bolsonaro transformou o Brasil num Estado Policial que se oculta sob falsa capa de legalidade”, acrescentou o presidenciável.  

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