O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) argumentou que a entrada do pP e do Republicanos no governo federal foi motivado pela necessidade dos voto das duas legendas no Congresso. Os dois partidos, que juntos somam quase cem parlamentares, foram agraciados com um ministério cada. Em setembro, Lula já havia nomeado André Fufuca para comandar o Ministério do Esporte e Silvo Costa Filho (Portos e Aeroportos), indicados pelas duas agremiações.

“Eu não fiz negociação com o Centrão. Eu não converso com o Centrão. Vocês nunca me viram fazendo fazendo reunião com o Centrão. Eu faço conversa com partidos políticos, que estão ali legalizados, são com eles que eu tenho que conversar para estabelecer um acordo que eu tenho que fazer”, disse durante café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto.

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O presidente também comentou sobre a demissão de Rita Serrano da presidência da Caixa Econômica Federal e a nomeação de um indicado do presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (pP-AL). Antônio Vieira, destacou Lula, é servidor de carreira da Caixa e já trabalhou no Ministério das Cidades no governo da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT).

Ao falar sobre o acordo, o presidente disse acreditar que é “direito deles dirigir o governo, ter um espaço no governo”. “Indicar uma pessoa que já esteve na Caixa, já foi da Caixa, já esteve no Ministério das Cidades, que já esteve no Ministério da Cidade. Uma pessoa que tem currículo para isso. E eles juntos têm mais de 100 votos, e eu precisava desses votos para continuar governando”.

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Cara do povo brasileiro

Ao comentar sobre a composição do Congresso Nacional, Lula afirmou ainda que o parlamento é conservador porque é a “cara do povo brasileiro”.

“Como o governo precisa do Parlamento, e não o Parlamento que precisa do governo, é importante que a gente tenha humildade de sentar pra conversar”.

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