Luciano Huck pode ser candidato a presidente pelo PSB

Há possibilidade de fusão entre PC do B e PSB. O que se pretende é construir uma frente de centro-esquerda para escapar da polarização entre PT e Bolsonaro

Luciano Huck, apresentador da TV Globo| Reprodução/Facebook

Luciano Huck pretendia disputar a Presidência da República pelo partido Democratas, com o apoio do ex-prefeito de Salvador ACM Neto e do ex-presidente da República Rodrigo Maia. Com a crise entre os dois, e na iminência de Maia deixar o DEM, o apresentador da TV Globo pode desembarcar noutro partido.

Inicialmente, cogitou-se de Huck disputar pelo Cidadania, mas o partido não tem capilaridade nacional, nem estrutura, para bancar um candidato a presidente competitivo. Por isso, segundo reportagem do “Estadão” (“Com DEM em crise, Huck se aproxima do PSB”, assinada por Pedro Venceslau), o apresentador global pode disputar pelo PSB, que tem força eleitoral em todo o país.

Tabata Amaral e João Campos | Foto: Reprodução

Huck está próximo do prefeito de Recife, João Campos, do PSB, da deputada federal Tabata Amaral, do PDT, e do governador do Maranhão, Flávio Dino, do PC do B (cogita-se uma fusão do PSB com o PC do B). O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, afirma que “assim como em 2018, a eleição de 2022 também não será convencional. A ideia é buscar uma pessoa da sociedade e acima dos partidos, mas ainda não aconteceu nenhuma conversa da direção do PSB com o Huck”.

Flávio Dino percebe Huck como um “liberal progressista”. O governador postula que, no poder, “faria um governo associado à pauta de proteção social e ambiental” (o texto entre aspas não é uma fala do líder comunista, mas uma síntese de seu pensamento feita pelo “Estadão”).

O que se quer é a construção de uma frente de centro-esquerda que rompa a polarização entre o PT de Lula da Silva e Jair Bolsonaro.

A reportagem também menciona uma possível fusão entre Cidadania, PV e Rede. As conversas estão mais encaminhadas entre Cidadania e Partido Verde. Mas a Rede resiste. “Essa conversa já foi feita com eles (Rede) e a decisão que tomaram foi negativa. Não tenho informação de que isso tenha mudado”, assinala o presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire.

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