Lojistas buscam reabertura do comércio na região da 44 junto ao prefeito

Decreto assinado pelo governador divide responsabilidades com Executivos municipais. Sobre o assunto, cabe ao prefeito Iris Rezende deliberar. Presidente da AER44 garante que caso pedido seja aceito “tudo será feito com muita responsabilidade”

Rua 44 antes e depois / Foto: Colagem

O decreto assinado pelo governador Ronaldo Caiado (DEM) e publicado no Diário Oficial do Estado na madrugada desta segunda-feira, 20, flexibilizou o regime de fechamento do comércio ao classificar novos serviços como essenciais ao povo goiano. Diferentemente do que esperavam alguns comerciantes da região da 44, onde se concentra o maior complexo de lojistas do Estado, as galerias continuarão fechadas.

Ao Jornal Opção, o  presidente da Associação Empresarial da Região da 44 (AER44), Jairo Gomes, disse que, apesar do novo decreto não contemplar os lojistas da região, ele traz um avanço importante: divide responsabilidades entre Estado e municípios.

“No nosso caso, isso quer dizer que não mais o Estado terá a obrigação de deliberar sobre este assunto, mas sim o prefeito Iris Rezende, havendo, assim, uma facilitação do diálogo”, explicou o presidente. Jairo afirmou ainda já ter encaminhado um ofício ao prefeito via secretário Paulo Ortegal.

No documento, a AER44, em nome dos lojistas, reivindica a abertura do comercio na região. No entanto, Jairo explicou que, caso o pedido seja aceito, tudo será feito com muita responsabilidade. “Seguiremos um protocolo rigoroso que prevê disposição de álcool em gel em todos os corredores e lojas, medidores de temperatura nas entradas das galerias, contratação de um médico infectologista para acompanhar os trabalhos, restrição de funcionários e clientes em cada loja e outras”, enumerou.

O presidente também adiantou que propôs ao prefeito o não recebimento de pessoas vindas de outros Estados. Vale lembrar que este público representa aproximadamente 70% dos clientes que circulam pela região em dias comuns.

“Nossa intenção é restringir até que as autoridades de saúde entendam que podemos receber esses turistas novamente. Tudo será feito com muita responsabilidade. Todos estão dispostos a isso. Estamos preocupados com a economia, sim, mas também com a saúde dos nossos lojistas e visitantes”, finalizou.

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