LOA prevê orçamento de R$ 301 milhões para UEG, o maior desde 2018

Proposta será votada em definitivo na Assembleia Legislativa ainda nesta semana

A Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício de 2021, aprovada nesta terça-feira, 19, pela Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa de Goiás prevê orçamento de R$ 301 milhões para a Universidade Estadual de Goiás (UEG).

A proposta inicial de orçamento para 2021 era de R$ 251,2 milhões, porém emenda da bancada governista, com orientação e anuência do Poder Executivo, aumentou o valor em mais R$ 50 milhões. O montante é o maior desde 2018.

Desde o ano passado, os recursos para a Universidade Estadual de Goiás deixaram de ter vinculação direta com a arrecadação do Estado e passaram a estar inclusos dentro dos 25% de gastos obrigatórios da Educação em Goiás.

Levando-se em consideração o modelo anterior de vinculação de 2% da arrecadação líquida de alguns impostos, segundo dados do Governo de Goiás, o orçamento da UEG foi de R$ 238,5 milhões em 2018, R$ 274,8 milhões em 2019 (aprovado ainda na gestão anterior), R$ 293,3 milhões em 2020 (no atual governo) e, agora, em 2021, seria de R$ 287 milhões, mas passa a ser de R$ 301 milhões. Acima dos 2% de vinculação do modelo anterior.

O secretário-chefe Geral da Governadoria, Adriano da Rocha Lima, explica que a ideia de início era que os valores a mais fossem sendo suplementados ao longo do ano, mas que o governo decidiu antecipar a ação.

“Como ainda dava tempo de fazer o ajuste, decidimos resolver agora mesmo”, explicou o secretário. Adriano era o titular da Secretaria de Estado de Desenvolvimento e Inovação (SEDI), à qual a UEG é jurisdicionada, quando ocorreu o processo de reestruturação que levou à otimização da universidade.

Nova estrutura

Desde o início de 2020 está em curso na UEG um processo de reordenamento administrativo e acadêmico. Do ponto de vista administrativo, a reorganização tem por objetivo otimizar a instituição. Ela passou, por exemplo, a contar com oito câmpus regionais e 33 unidades universitários ligadas a eles, antes eram 41.

Já sob a ótica acadêmica, para se ter ideia, o novo modelo passa a contar com os Institutos Acadêmicos. Por meio deles, os professores se integram pela área de formação, e com apenas uma grade de curso de determinada área para todo o Estado.

Em 2020, mesmo em um contexto de pandemia e em processo de reestruturação, a UEG apresentou resultados positivos. Cinco cursos da universidade estão entre os 12 avaliados com nota alta no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), divulgado em outubro pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Os cursos obtiveram nota 4 (em uma escala que vai de 1 a 5) com base nas provas realizadas em novembro do ano passado com alunos concluintes. Para o Ministério da Educação (MEC), as notas 4 e 5 são consideradas excelentes.

A UEG também alcançou resultado positivo na avaliação do Guia da Faculdade 2020. Produzido em parceria pelo jornal O Estado de São Paulo e a startup educacional Quero Educação, o guia é uma das publicações mais abrangentes e atualizadas sobre a educação superior nacional, sendo referência aos pré-universitários.

A universidade goiana figura nesse guia do Estadão, divulgado também em outubro, com 20 cursos avaliados com 4 estrelas (notas consideradas muito boas pelos organizadores) e 29 cursos com 3 estrelas (notas boas). Ao todo, 63 cursos da instituição goiana receberam notas da publicação, sendo que 14 foram considerados como não estrelados (menos de 3 estrelas na avaliação).

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