Lissauer prevê “demissões em massa” caso Estado ingresse no RRF

“O RRF traz medidas muito duras para o Estado. Algumas poderiam até inviabilizar a atividade dos Poderes e seus órgãos auxiliares”, diz presidente da Alego

Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

O presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Lissauer Vieira (PSB), comentou, na manhã desta segunda-feira, 24, a decisão do ministro Gilmar Mendes e a possibilidade do Estado ingressar no Regime de Recuperação Fiscal (RRF) do Governo Federal.

Lissauer reconheceu, a princípio, a dificuldade enfrentada pelo Estado e disse acreditar que a decisão do ministro foi oportuna para que Goiás tenha uma nova possibilidade para recuperação do caixa. “O certo é que algum caminho deve ser tomado. São várias as alternativas e uma delas precisa ser abraçada”, completou.

Contudo, ao ser questionado sobre os impactos do programa, Lissauer demonstrou preocupação com os possíveis reflexos desse ingresso: “O RRF traz medidas muito duras para o Estado. Algumas poderiam até inviabilizar a atividade dos Poderes e seus órgãos auxiliares”.

O parlamentar estima que haverão “demissões em massa, corte diversos cargos, redução de uma série de despesas e outras medidas duras”. “Essas atitudes bruscas podem prejudicar o bom andamento dos trabalhos; todos acabariam diretamente afetados”, enfatizou. Para ele, “esta é uma situação muito preocupante, pois o Estado ficaria completamente engessado”.

Outros caminhos

O presidente do Legislativo disse que o Executivo deve “sentar e estudar” a possibilidade de encontrar caminhos mais flexíveis e menos “danosos” para o Estado.

Para ele, a Reforma da Previdência, por si só, já representaria um grande “alívio” para Goiás. “Segundo o governo, são mais de R$ 200 milhões que saem dos cofres para a previdência. Ou seja, a aprovação da reforma traria novo fôlego e poderia nos dar novas possibilidades de encontrarmos um caminho menos danoso. Se essa discussão chegar à Assembleia, com certeza estaremos prontos para discuti-la”.

Outro ponto destacado pelo parlamentar foi a tramitação do Plano Mansueto no Congresso Nacional. Porém, Lissauer fez questão de frisar que este “ainda é uma expectativa” e “não pertence ao campo das possibilidades”, haja vista que ainda se encontra em discussão em Brasília.

“Ele traz menos problemas e danos ao funcionalismo. Cada Estado tem sua realidade, mas vejo que existem mais alternativas para percorrermos no futuro. Porém, volto a frisar: o que precisamos é encontrar uma saída e o Legislativo será um parceiro neste momento”, pontuou. 

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